Exposição SiBI 35 Anos

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O Sistema de Bibliotecas e Informação (SiBI) foi criado em 1989 a fim de promover a integração entre as bibliotecas da Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ) com a política educacional e administrativa da instituição. Tornando-se um órgão suplementar do Fórum de Ciência e Cultura (FCC), atualmente gerencia 43 bibliotecas da UFRJ.

O SiBI tem acompanhado a evolução exponencial da tecnologia nas últimas décadas, as quais vem revolucionando o trabalho dos bibliotecários em seus serviços e produtos.

No começo, a introdução das estações de trabalho, a informatização de processos, tecnologias de comunicação, a internet, até a recente popularização das inteligências artificiais, que vem causando um impacto significativo nas práticas das bibliotecas, visando agilidade e precisão em suas práticas.

Nos seus 35 anos, o SiBI segue se aprimorando no trabalho para a melhoria da qualidade dos recursos informacionais, permanecendo atento às evoluções tecnológicas que surgem e às suas aplicações que venham colaborar para o desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extensão na UFRJ.

​Nesta exposição virtual narramos um resumo dessa História.

Paula Maria Abrantes Cotta de Mello

Coordenadora do SiBI/UFRJ

Ficha Técnica SIBI

Clique no ícone abaixo para visitar a exposição virtual:

 

Os 60 anos de 1964 e os impactos na UFRJ

Convite Exposição

 Em 2024, completamos sessenta anos do golpe militar que instaurou uma longa ditadura civil-militar durante 21 anos no país. A fim de rememorar os impactos desse passado autoritário no cotidiano da Universidade Federal do Rio de Janeiro e em seu corpo social estamos divulgando, nesta exposição virtual, as pesquisas que desenvolvemos na Divisão de Memória Institucional do Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ, como também as pesquisas que desenvolvi no meu projeto de pós-doutorado em História Social do Programa de Pós-Graduação em História Social da UFRJ.

 Esta exposição está organizada em cinco eixos temáticos: 1º) Controle e patrulhamento; 2º) Coerção e invasões; 3º) Resistência e movimentos sociais; 4º) Expurgos; 5º) Memória, Verdade e Justiça.

 Inauguramos a exposição com o debate sobre a questão da vigília constante sobre o corpo social da Universidade, promovida tanto por seus pares e gestores, quanto pelos órgãos de controle e coerção do regime ditatorial, ao identificarmos vários inquéritos policiais militares e o acervo iconográfico do Serviço Nacional de Informação (SNI) antes mesmo do golpe e dossiês sobre o cotidiano da vida universitária. O que se desdobra para o próximo eixo quando demonstramos as invasões aos diferentes campi da UFRJ pelas forças policiais militares registradas por alguns veículos de comunicação e relatórios dos reitores à época disponíveis em nosso acervo sobre a Memória dos Reitores. Dentre essas invasões, destacamos o Massacre da Praia Vermelha, quando as forças policiais invadiram a Faculdade Nacional de Medicina deixando seiscentos estudantes feridos, em 23/09/1966, e a Sexta-feira Sangrenta quando cerca de quatrocentos estudantes foram feridos dentro do Teatro de Arena da Praia Vermelha, em 21/06/1968.

 A seguir, identificamos a oposição e a resistência à ditadura promovida pelos movimentos sociais dentro do ambiente universitário, sobretudo, pela atuação do movimento estudantil. No eixo seguinte, detalhamos as perseguições e cassações sofridas pelo corpo social universitário, e por fim, enfatizamos o trabalho de memória que a instituição vem promovendo a fim de denunciar e refletir a violação de direitos humanos que foram cometidos durante esse período autoritário, com especial destaque para a criação e as ações efetivas da Comissão da Memória e Verdade da UFRJ e os resultados do projeto de pesquisa “A UFRJ e a ditadura civil-militar” da Divisão de Memória Institucional/SIBI/UFRJ que se desdobra inclusive nesta exposição.

 Por fim, ressaltamos que como legado, destas pesquisas, estamos organizando um acervo de História Oral sobre a trajetória dos professores cassados pela Universidade durante este período histórico. Além disso, desenvolvemos um levantamento da produção acadêmica disponível nas Bibliotecas da UFRJ como forma de divulgação da memória científica destes professores. Lembrar é resistir! Ditadura nunca mais!

 Andréa Cristina de Barros Queiroz

Historiadora da UFRJ

Diretora da Divisão de Memória Institucional/SIBI/UFRJ

Consulte aqui a produção intelectual dos professores cassados pela UFRJ durante a ditadura civil-militar (1964-1985) na Base Minerva.

Consulte aqui a listagem dos estudantes da UFRJ perseguidos e cassados pela ditadura civil-militar (1964-1985).

Acesse a exposição virtual no ícone abaixo:

 

 

 

CAp UFRJ 75 Anos

Cartaz de Abertura da Exposição

 

 

Exposição: CAp UFRJ 75 Anos

 

O Colégio de Aplicação da UFRJ foi fundado em 20 de maio de 1948, com a finalidade de complementar a formação dos professores que cursavam a antiga Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) da Universidade do Brasil (UB). A fundação do CAp FNFi pode ser inscrita no processo de modernização do ensino superior no Brasil no final dos anos 1940 e início dos 1950.

Esta exposição virtual, com curadoria da Divisão de Memória Institucional/SIBI, celebra os 75 anos do CAp UFRJ percorrendo as suas histórias, memórias, sujeitos e sedes. Em seus primeiros vinte anos, o Professor Luiz Alves de Mattos foi o diretor do Colégio, “exercendo, de forma incontestável, forte liderança junto ao corpo docente, discente e de funcionários” (MemoCAp). Destacamos que até 1985, a direção e vice-direção do Colégio foram exercidas por docentes da Faculdade de Educação da Universidade, existindo uma forte centralização das decisões nas mãos da direção. 

O CAp funcionou em Botafogo, no Flamengo e, desde 1958, se mudou para a atual sede da Lagoa, que deveria ser provisória. E no que se refere à sua comunidade escolar, o Colégio ao longo de sua trajetória, foi composto em sua maioria por estudantes da classe média, perfil que vem se modificando com as ações afirmativas e de democratização, como o sistema de cotas, implementadas pela UFRJ nas últimas décadas.

Durante a ditadura civil-militar (1964-1985), assim como ocorreu na Universidade, os mecanismos de controle e vigília do governo autoritário passaram a atuar também no CAp, perseguindo o seu corpo social. Foi criado, em 1968, o “Serviço de Coordenação Escolar” pela direção a fim de manter um controle sobre as manifestações políticas dos estudantes, promovendo também censura às atividades culturais e ao jornal A Forja.

A Forja foi o jornal oficial do órgão representativo dos estudantes do CAp. Começou a circular em 1955 e até 1958 manteve uma regularidade de publicação, quando foi fechado pelo SOE e pela direção do Colégio, só voltando a ser publicado em 1960. Com a extinção do grêmio, em 1967, mais uma vez a sua circulação foi interrompida, dessa vez por doze anos. Os editores eram os estudantes da educação básica responsáveis por sua reprodução e distribuição, mas, o total de números publicados é desconhecido. 

Outro periódico criado no CAp, foi a revista Perspectiva Capiana, lançada em 25 de setembro de 2006, como uma publicação semestral de pesquisa, ensino e extensão do Colégio de Aplicação. Produzindo artigos sobre educação e curiosidades sobre a história do Colégio. Tem como objetivo registrar e divulgar trabalhos produzidos pelos professores e colaboradores. Foram  publicados  oito  números, até a sua reformulação em 2017. A revista era impressa e destinava-se à circulação interna da UFRJ.

Para a realização desta exposição, além da Base Minerva, alguns lugares de memória e os seus acervos foram imprescindíveis para o desenvolvimento da pesquisa histórica e bibliográfica, como: o Programa de Estudos e Documentação, Educação e Sociedade – Proedes, vinculado à Faculdade de Educação da UFRJ; o acervo iconográfico e audiovisual sobre a história do CAp UFRJ do MemoCAp; o acervo bibliográfico das Bibliotecas do Colégio de Aplicação e do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), e por fim, o acervo da Hemeroteca Digital da Fundação Biblioteca Nacional.

Andréa Cristina de Barros Queiroz

Diretora da Divisão de Memória Institucional/SiBI

 

 

Ficha Técnica

Acesse aqui ao Catálogo da produção literária sobre o CAp UFRJ na Base Minerva.

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Josué de Castro e o seu legado

Exposição Josué de Castro

Exposição Josué de Castro e o seu legado

 

A Divisão de Memória Institucional (DMI) do Sistema de Bibliotecas e Informação (SiBI) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) celebra, nesta exposição, a trajetória e o legado do médico, professor, filósofo, geógrafo, escritor, político, diplomata, intelectual e grande ativista social no combate à fome, Josué de Castro, desde os tempos de menino na cidade do Recife, a sua relação com a UFRJ, como estudante e professor, a sua vida pública até a sua morte, em 1973, no exílio na França.

 

Josué Apolônio de Castro nasceu no dia 5 de setembro de 1908, na rua Joaquim Nabuco, em Recife, Pernambuco. Foi o filho único da professora pernambucana Josepha Carneiro de Castro e do comerciante paraibano Manoel Apolônio de Castro. Vindo de uma família de classe média do sertão pernambucano, estudou nos melhores colégios do Recife e, aos 15 anos, após terem burlado a sua idade em um documento, foi aprovado para ingressar na Faculdade de Medicina da Bahia. Em 1925, no quarto ano do curso, solicitou transferência para Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro (URJ), onde se formou em 1929.

 

Em sua trajetória intelectual dedicou-se a analisar o problema da alimentação e da fome, a diversidade étnico-racial, a justiça social e a geografia urbana do Brasil. A sua importante contribuição científica pode ser observada ao longo da exposição e no catálogo virtual disponibilizado que foi extraído da base bibliográfica Minerva da UFRJ, disponível ao final deste texto, com a identificação de suas obras e daquelas que ele influenciou ou que a ele foram dedicadas.

 

Além de ter se formado pela antiga Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, foi professor catedrático de Geografia Humana da Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) da então Universidade do Brasil (UB), onde também foi aluno do cuso de filosofia, e na exposição destacamos a tese defendida e o discurso de posse intitulado “A função social das Universidades” quando se tornou catedrático da instituição.

 

Como homem público, foi presidente do Conselho Consultivo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), deputado federal, por dois mandatos, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) por Pernambuco e chefe da Delegação do Brasil em Genebra, tornando-se Embaixador para assuntos ligados à ONU.

 

Após o golpe militar de 1964, Josué de Castro sofreu grande perseguição política e foi dispensado da função de Embaixador e após a implementação do primeiro Ato Institucional, pela ditadura civil-militar, foi cassado como professor da Universidade do Brasil. Foi então que seguiu para o exílio na França, onde lecionou na Universidade de Paris. Em 15 de janeiro de 1970, a ditadura civil-militar impôs o Ato Complementar 78, que determinava o afastamento de servidores públicos que tivessem sofrido a suspensão dos direitos políticos ou a cassação de mandato eletivo. Assim, mesmo já estando no exterior, Josué de Castro foi aposentado compulsoriamente de seu cargo de professor de Ensino Técnico, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Permanecendo, portanto, no exílio em solo francês até o seu falecimento em 24 de setembro de 1973, deixando diversas obras publicadas pelo mundo.

 

Andréa Cristina de Barros Queiroz

Historiadora da UFRJ

Diretora da Divisão de Memória Institucional / SiBI / UFRJ

 

Ficha Técnica Exposição

Catálogo da produção de Josué de Castro disponível na Base Minerva clique aqui.

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Hélio Jaguaribe 100 anos

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A Divisão de Memória Institucional (DMI) do Sistema de Bibliotecas e Informação (SiBI) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) celebra o centenário do professor, escritor, advogado, sociólogo, cientista político e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) Hélio Jaguaribe Gomes de Mattos (1923-2018) reunindo em uma exposição bibliográfica e iconográfica a sua trajetória intelectual, social e política brasileira.

A Exposição “Hélio Jaguaribe 100 anos” foi organizada pela DMI em quatro eixos temáticos de acordo com a sua trajetória. Ficando dessa forma dimensionada: 1º eixo: vida e trajetória; 2° eixo: estudos filosóficos, históricos, sociológicos e políticos; 3º eixo: desenvolvimentismo e economia e o 4º eixo: relações internacionais e América Latina.

Hélio Jaguaribe nasceu em 23 de abril de 1923, no Rio de Janeiro. Era filho do cartógrafo, geógrafo e general Francisco Jaguaribe Gomes de Mattos e de Francelina Santos Jaguaribe de Matos, oriunda de uma família portuguesa. Ele se casou com Maria Lúcia Charnaux com quem teve cinco filhos: Anna, Roberto, Cláudia, Beatriz e  Isabel.

Hélio Jaguaribe graduou-se, em 1946, em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Recebeu várias honrarias ao longo de sua carreira, dentre as mais importantes foram: o grau de Doutor Honoris Causa, em 1983, da Universidade de Mainz, na Alemanha; em 1992, o mesmo título lhe foi concedido pela Universidade Federal da Paraíba e pela Universidade de Buenos Aires, na Argentina; em 1984, foi agraciado como Grande Oficial da Ordem do Mérito; com a Orden del Libertador San Martín; com a Orden Mexicana del Aguilla Azteca; em 1996, recebeu a Grã-cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico; em 1999, recebeu a Ordem do Mérito Cultural pelo Ministério da Cultura no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002); recebeu também a Ordem do Rio Branco; em 2001, recebeu a Ordem do Infante D. Henrique de Portugal; e, em 3 de março de 2005, foi eleito como o nono ocupante da Cadeira número 11, na ABL, na sucessão de Celso Furtado e recebido em 22 de julho de 2005 pelo acadêmico Candido Mendes de Almeida.

Em 1953, contribuiu para fundar o Instituto Brasileiro de Economia, Sociologia e Política (IBESP). Jaguaribe tornou- se secretário-geral e diretor, auxiliando na publicação da revista “Cadernos de Nosso Tempo”, que tinha como foco ensaios nas áreas de sociologia e economia.

Em 1955, foi criado pelos membros do IBESP e decretado pelo presidente Café Filho (1954-1955) o Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB). Este tinha como intuito influenciar nas decisões no que se referia à orientação do desenvolvimento nacional. Em 1958, após a publicação da obra “O nacionalismo na atualidade brasileira”, de autoria de Jaguaribe, o ISEB passou por uma grande crise interna. No livro, Jaguaribe criticava o modelo de nacionalismo empregado no país e que, segundo o autor, espantava investimentos de outros países no Brasil, gerando um consequente atraso no seu desenvolvimento.

Em 1964, foi morar nos Estados Unidos após ter criticado publicamente o golpe militar que derrubou o governo do presidente João Goulart (1961-1964). Neste período, lecionou em algumas das mais prestigiadas universidades estadunidenses: Harvard (1964 a 1966); Stanford (1966 a 1967); e Massachusetts Institute of Technology (MIT) (1968 a 1969). Em 1969, retornou ao Brasil e se tornou diretor de assuntos internacionais da Universidade Cândido Mendes. Em 1979, foi nomeado decano do recém-criado Instituto de Estudos Políticos e Sociais (IEPS), permanecendo na função até 2003. Após a sua saída, Jaguaribe foi nomeado decano emérito do IEPS.

Após o processo de redemocratização, em 1985, durante o governo José Sarney (1985-1990), Jaguaribe foi o coordenador do Projeto Brasil 2000, cujos resultados foram publicados, em 1986, no livro “Brasil 2000: para um novo pacto social”. Dois anos depois, em 1988, foi publicado o segundo volume do projeto: “Brasil: reforma ou caos”. Durante a realização deste segundo livro, Jaguaribe foi convidado pelo Instituto de Economia da UFRJ a lecionar como professor visitante para debater tais pesquisas. Ainda em 1988, Jaguaribe auxiliou na fundação do Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB. Em 1992, abriu mão de suas funções partidárias e aceitou o cargo de secretário da Ciência e Tecnologia do governo do então presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992). Com a destituição do governo, Jaguaribe voltou a atuar no campo acadêmico.

Hélio Jaguaribe faleceu em 10 de setembro de 2018, em sua casa, no Rio de Janeiro. Após a sua morte o Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE) da UFRJ o homenageou com a Cátedra Hélio Jaguaribe que busca analisar as relações entre a democracia e suas instituições e o desenvolvimento econômico, com a intenção de investigar a hipótese de uma possível incompatibilidade entre a adoção de políticas centradas no mercado com a eventual supressão de direitos e a vigência de um projeto estável de regime democrático, privilegiando, assim, as relações entre os poderes.

 

Andréa Cristina de Barros Queiroz

Historiadora da UFRJ

Diretora da Divisão de Memória Institucional/SiBI/UFRJ

Acesse aqui o Catálogo das obras de Hélio Jaguaribe na Base Minerva da UFRJ.

 

 

 

 

 

O legado bibliográfico de Darcy Ribeiro nos acervos da UFRJ

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Marcos Darcy Silveira Ribeiro 1922-1997

Darcy faria 100 anos. Sem Darcy, ficamos sem o intelectual brilhante e suas produções bibliográficas que ajudavam a pensar o país.

A curadoria da exposição reúne a bibliografia por períodos, considerando a conjuntura nacional e a sua trajetória pessoal na época de publicação de suas obras. A travessia intelectual de Darcy Ribeiro pressupõe situá-lo no contexto histórico em que escreveu parte de sua extensa obra. Assim, as apresentamos reunidas em quatro grupos temáticos; Educação, Índios, Governo e Sócio-política, motivados por sua fala em 1994:

Sou um homem de causas. Vivi sempre pregando e lutando, como um cruzado, pelas causas que me comovem. Elas são muitas, demais: a salvação dos índios, a escolarização das crianças, a reforma agrária, o socialismo em liberdade, a universidade necessária. […] me atrevo a recomendar duas coisas aos jovens de hoje. Primeiro, que não respeitem seus pais, porque estão recebendo, como herança, um Brasil muito feio e injusto, por culpa deles.”

Darcy Ribeiro

As obras reunidas nesta exposição virtual fazem parte dos acervos das bibliotecas da UFRJ, sendo algumas consideradas raras.

A exposição virtual tem como objetivo refletir sobre alguns aspectos do percurso intelectual do antropólogo, professor, escritor e político brasileiro Darcy Ribeiro, tendo como base sua produção literária, antropológica e ensaística. É conhecido por seu foco em relação aos índios e à educação no país, tendo sido pioneiro em pesquisas etnológicas realizadas entre os anos de 1950 e 1960.

Devido ao seu grande engajamento político, teve a vida, a obra e a história refletidas no pensamento social, nas pesquisas antropológicas e nas disputas políticas do povo brasileiro.

Paula Maria Abrantes Cotta de Mello

Coordenadora do Sistema de Bibliotecas e Informação – SiBI/UFRJ

Acesse aqui o catálogo das obras de Darcy Ribeiro na Base Minerva da UFRJ

 

a UFRJ e o 7 de setembro: os usos políticos do passado

 

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Desde a sua origem, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) dialoga com a efeméride da Independência do Brasil, pois a instituição foi forjada a partir da reunião da Escola Politécnica, da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e da Faculdade de Direito pelo Decreto nº 14.343, no dia 7 de setembro de 1920, como Universidade do Rio de Janeiro (URJ), no governo de Epitácio Pessoa (1912-1922). A criação da URJ interage diretamente com o contexto brasileiro da década de 1920, quando uma série de movimentos sociais, culturais e políticos contribuíram para modificar a arte, a educação e as ciências produzidas no país. Além do próprio centenário da Independência do país comemorado, em 7 de setembro de 1922, com a criação de uma série de comissões com a participação de professores da Universidade e de personalidades ligadas à cultura, às artes e à política na organização dos eventos comemorativos, realizados na cidade do Rio de Janeiro, a capital federal, em que receberam várias autoridades internacionais. Lembramos que no ano de 1922, também houve a Semana de Arte Moderna promovida em São Paulo que rompeu com os cânones do academicismo das artes plásticas, da literatura e da música produzidas no Brasil; foi criada a Academia Brasileira de Ciências (ABC); e, em 1924, foi instituída a Associação Brasileira de Educação (ABE).

Ao desenvolver esta exposição sobre o significado do dia 7 de setembro para a Universidade, nos deparamos com algumas disputas de memória em torno, sobretudo, de suas comemorações e os usos políticos que são feitos dessas celebrações que se coadunam com uma importante data para a história nacional e para o aniversário da instituição. A própria escolha da data oficial para a criação da Universidade, e por conseguinte, as suas comemorações sempre remontam ao uso político do passado nacional. Além da simbologia da data, alguns de seus lugares de memória estão atrelados ao contexto das efemérides da Independência, como o antigo Hotel 7 de Setembro, criado para a comemoração do centenário da Independência para abrigar as autoridades que vieram para as celebrações, e passou a pertencer à Universidade, como o internato da Escola de Enfermagem Anna Nery, posteriormente, tornou-se a Casa do Estudante Universitário (CEU) e onde hoje funciona o Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ (CBAE).

A curadoria desta exposição se propôs a promover uma reflexão sobre os sentidos e os usos políticos desta efeméride para a Universidade Federal do Rio de Janeiro no contexto do centenário, do sesquicentenário e do bicentenário da Independência do Brasil. Enfim, são muitas as apropriações do 7 de setembro para a UFRJ, e compreender tais comemorações, é também analisar a construção das memórias sobre a instituição e sobre a história nacional.

 

Andréa Cristina de Barros Queiroz

Historiadora da UFRJ

Diretora da Divisão de Memória Institucional/SiBI/UFRJ

 

 

 

Exposição UFRJ 1968+50: Histórias, Memórias e Verdade

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Exposição UFRJ 1968+50: Histórias, Memórias e Verdade

 

Esta exposição promoveu reflexões sobre os resultados das pesquisas realizadas no projeto “A UFRJ e a ditadura civil-militar (1964-1985)” coordenado pela diretora da Divisão de Memória Institucional (DMI) do Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ, a historiadora Andréa Cristina de Barros Queiroz, com a participação dos bolsistas de Iniciação Científica PIBIC/UFRJ e PIBIAC/UFRJ da DMI, que em parceria com o Espaço Memória, Arte e Sociedade Jesse Jane Vieira de Souza da Decania do Centro de Filosofia e Ciências Humanas expuseram o acervo iconográfico, audiovisual e impresso referente à essa pesquisa, analisando os impactos da repressão e o autoritarismo dos governos militares na comunidade universitária da UFRJ.

 

Os acervos apresentados nesta exposição fazem parte dos lugares de memória da UFRJ, como o Programa de Estudos e Documentação Educação e Sociedade (PROEDES) e a Biblioteca Pedro Calmon; e do Arquivo Nacional. Também foi apresentado um vídeo com fragmentos das entrevistas que os ex-reitores da UFRJ concederam ao projeto “Memória Oral dos Reitores“, também realizado pela DMI/SIBI.

 

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A inauguração aconteceu no dia 20 de março de 2019, quarta-feira, às 10h, no Auditório Professor Manoel Maurício de Albuquerque, localizado no andar térreo do prédio da Decania do CFCH, no campus universitário da Praia Vermelha (Avenida Pasteur, 205, fundos, Urca).

 

Como forma de refletir sobre a relação entre o corpo social da Universidade, seu cotidiano, a produção de pesquisas e a ditadura civil-militar, ao longo do primeiro semestre de 2019 foram realizados debates intitulados “Quartas de Verdade”, no Auditório Professor Manoel Maurício de Albuquerque com pesquisadores convidados da Universidade e de outras instituições. Além da exibição de filmes sobre o contexto da ditadura seguidos de debates.

Mais informações: http://www.cfch.ufrj.br/index.php/27-noticias/1112-a-universidade-cumpre-o-seu-papel

 

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Boletim Vitrine da Memória 

Atrelada às atividades de curadoria da Exposição UFRJ 1968+50: Histórias, Memórias e Verdade, a Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da UFRJ divulgou em seu Boletim Vitrine da Memória: ” A censura na COLTED”: o recorte apresentado abrangia a censura aos livros no Brasil, no período de 1960 a 1970. Neste contexto, foram destacados os livros selecionados pela Comissão do Livro Técnico e do Livro Didático (COLTED) que também foram objetos de restrição. Os livros escolhidos para este Boletim eram da antiga Biblioteca do CBPE.

 

Educação Patrimonial 

Outra atividade desenvolvida pela DMI durante a exposição foi a educação patrimonial com relação ao acervo exposto e aos lugares de memória da UFRJ, tanto com a comunidade acadêmica, quanto com visitantes de fora da instituição. Além do trabalho de monitoria da exposição realizado pelos bolsistas PIBIAC, também houve visitas guiadas à exposição com escolas da rede básica da cidade do Rio de Janeiro. E por fim, as fotos mostram o trabalho de educação patrimonial com as equipes de trabalhadores terceirizados do setor de limpeza do campus da Praia Vermelha.

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Acervo Aloisio Teixeira

 

20 de julho a 04 de setembro de 2017

Ao longo de oito anos como reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Aloisio Teixeira recebeu inúmeras homenagens, honrarias, distinções e agradecimentos e lembranças de alunos, amigos, instituições e entidades do Brasil e também do exterior. Em vida, deixou todo este acervo para a UFRJ, aos cuidados do Sistema de Bibliotecas e Informação – SiBI. Em 2017, aos cinco anos de seu falecimento, o SiBI faz sua homenagem à Aloisio Teixeira através da exposição deste acervo que representam seus oito anos de reitoria, uma admirável e inesquecível passagem pela vida institucional de todos nós da UFRJ. Os itens que compõem seu acervo reitoral estão catalogados na Base Minerva. A exposição, localizada no interior da biblioteca Pedro Calmon, apresenta parte deste acervo: placas e medalhas comemorativas, prêmios, troféus, além da beca e as samarras: a vermelha, referente ao curso de economia; e a branca, de uso exclusivo do reitor, pois representa todas as áreas do conhecimento.

 

Paula Maria Abrantes Cotta de Mello

paulamello@sibi.ufrj.br

Coordenadora do SiBI/UFRJ

 

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Universidade e seus lugares de memória

 

08 e 09 de Setembro de 2009

 

O Projeto Memória/SiBI/UFRJ (2009) realizou o levantamento das unidades e espaços detentores de acervos e/ou arquivos vinculados à história e à memória da UFRJ. Ressaltando, dessa maneira, que a preservação da memória técnico-científica e da cultura de nossa Universidade objetiva o fortalecimento de sua identidade institucional.

Andréa Cristina de Barros Queiroz – Historiadora andreaqueiroz@sibi.ufrj.br
Diretora da Divisão de Memória Institucional SiBI/UFRJ

 

2009 01
2019 02
2009 03

  

Seminário Memória 8
Seminário Memória 137
Seminário Memória 138

  

Seminário Memória 139
Seminário Memória 140
2009 04

  

Seminário Memória 7
2019 05
2009 06