Efemérides
O centenário da Orquestra Sinfônica da UFRJ
Efemérides
O centenário da Orquestra Sinfônica da UFRJ
A trajetória dos professores cassados pela UFRJ durante a ditadura civil-militar (1964-1985)
A Divisão de Memória Institucional do Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ a fim de constitiur o acervo de História Oral sobre a trajetória dos quarenta e quatro professores cassados pela Universidade durante a ditadura civil-militar (1964-1985), desde novembro de 2022, começou a realizar entrevistas com os docentes que trabalharam com estes professores cassados e/ou com os familiares. Reforçamos que esta pesquisa também incentiva a análise, a disseminação do acervo universitário, de seus lugares de memória, a orientação de novas pesquisas de Iniciação Científica entre os estudantes que se apropriam destes acervos como fontes e objetos de pesquisa. Ao analisar as trajetórias destes docentes promovemos um debate sobre o que foi o esvaziamento científico, político, social e cultural enfrentado pela UFRJ, e por muitas instituições de ensino e pesquisa, ao longo dos 21 anos de ditadura através da censura, perseguições, expulsões, violências e prisões sofridas pelo seu corpo social e em suas pesquisas.
Entrevistas realizadas:
FERREIRA, Marieta de Moraes. Marieta de Moraes Ferreira. Entrevistadora: Andréa Cristina de Barros Queiroz. Rio de Janeiro: UFRJ/SiBI/DMI, 22 nov. 2022. Transcrição de vídeo. Entrevista concedida ao Projeto A trajetória dos professores cassados pela UFRJ durante a ditadura civil-militar (1964-1985).
CASTRO, Josué Fernando de. Josué Fernando de Castro. Entrevistadora: Andréa Cristina de Barros Queiroz. Rio de Janeiro: UFRJ/SiBI/DMI, 06 jun. 2023. Transcrição de vídeo. Entrevista concedida ao Projeto A trajetória dos professores cassados pela UFRJ durante a ditadura civil-militar (1964-1985).
LOPES, José Sérgio Leite. José Sérgio Leite Lopes. Entrevistadora: Andréa Cristina de Barros Queiroz. Rio de Janeiro: UFRJ/SiBI/DMI, 28 jun. 2023. Transcrição de vídeo. Entrevista concedida ao Projeto A trajetória dos professores cassados pela UFRJ durante a ditadura civil-militar (1964-1985).

Andréa Cristina de Barros Queiroz*
A década de 1970 teve seu início sob o impacto do aumento da repressão militar sobre a sociedade brasileira, reflexo da decretação do Ato Institucional n.5, de 13 de dezembro de 1968, e do Decreto Lei n.477, de 26 de fevereiro de 1969, que contribuíram para promover um grande esvaziamento científico, intelectual, político e cultural nas universidades brasileiras, com a interrupção de diversos projetos e pesquisas por conta das expulsões de docentes, técnicos e estudantes das instituições de ensino e pesquisa em todo país, acusados de subversivos pela ditadura civil-militar. Tais instrumentos legais serviram para legitimar a perseguição e expulsão do corpo social das Universidades e Institutos de Pesquisa.
A UFRJ começou o ano de 1970 com cerca de 44 professores cassados, a sua maioria enquadrados pelo AI-5, e diversos estudantes expulsos pelo Decreto Lei n.477. Para os governos militares manterem o patrulhamento e o controle sobre o corpo social da Universidade foi importante a atuação de parte da comunidade acadêmica que não somente colaborou com o regime autoritário, delatando seus colegas de trabalhos e alunos, mas se beneficiou com cargos de gestão na administração pública, como foi analisado no texto sobre a década de 1960, com destaque para o professor Eremildo Luiz Vianna, ex-diretor da Faculdade Nacional Filosofia (1957-1963) e do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, durante quase todo o período da ditadura.
Devemos ressaltar que além da colaboração de parte da comunidade acadêmica, a estruturação desse aparato autoritário e coercitivo dentro das Universidades se consolidou, em 1971, com a criação de um organismo específico para monitorar, vigiar e levantar informações dentro de cada instituição de ensino superior. Eram as Assessorias Especiais de Segurança e Informação (AESIs). A sala da AESI na UFRJ funcionava ao lado do gabinete da reitoria, na Cidade Universitária. Destacamos que durante a ditadura civil-militar (1964-1985), a gestão da Universidade foi comandada pelos seguintes reitores: Pedro Calmon Moniz de Bittencourt (1951-1966); Raymundo Augusto de Castro Moniz de Aragão (1966-1969); Clementino Fraga Filho (outubro/1966-março/1967); Djacir Lima Menezes (1969-1973); Hélio Fraga (1973-1977); Luiz Renato Carneiro da Silva Caldas (1977-1981); Adolpho Polillo (1981-1985).
Sobre a relação de apoio e colaboração com a ditadura, cabe ressaltar que o reitor Moniz de Aragão foi um dos grandes defensores e idealizadores da reforma universitária de 1968. Além disso, foi Ministro da Educação e Cultura interino de 30 de junho a 04 de outubro de 1966. Ele também contribuiu para a criação do Conselho Federal de Cultura. Portanto, a fim de propagar os ideais da cultura política autoritária do regime, havia a necessidade de assegurar, por meio da educação e da cultura, os conteúdos de civismo a serem disseminados na Universidade, especialmente com a disciplina de Estudos de Problemas Brasileiros (EPB). Como destacou Tatyana Maia (2014, p.55), entre 1971 e 1980, através do Fórum de Ciência e Cultura (FCC) da UFRJ, foi organizado o “Curso de atualização sobre problemas brasileiros”, proposto pelo reitor Pedro Calmon como solução provisória à inexistência de um curso superior de EPB. O curso foi organizado em conferências temáticas, editadas pela UFRJ na publicação Cadernos de Estudos Brasileiros, sob o comando de Moniz de Aragão. Entre os principais conferencistas do curso estavam os três reitores da Universidade que também eram conselheiros no CFC: Moniz de Aragão, Djacir Menezes e Pedro Calmon. Salientamos que o acervo referente à documentação dessas conferências encontra-se na Biblioteca Pedro Calmon do Fórum de Ciência e Cultura integrada ao Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ, no campus da Praia Vermelha.
Com base nestas evidências podemos perceber que personagens importantes da comunidade acadêmica da Universidade participaram, negociaram e colaboraram com o regime autoritário. Se houve oposição e resistência, de um lado, sobretudo, com o movimento estudantil e com os movimentos sociais liderados por servidores (técnicos e docentes) para o retorno dos expulsos da Universidade no pós-1979 com a Anistia; também houve colaboração e negociação com a ditadura, do outro, especialmente por parte dos dirigentes da instituição e da parcela conservadora dos docentes e técnicos que apoiavam o regime autoritário. Assim, nos deparamos com uma das seletividades da memória dentro da Universidade, pois durante muito tempo houve um esquecimento que parte da comunidade acadêmica colaborou com o regime, e no bojo da Anistia no pós-1979 e com a redemocratização se consagrou uma narrativa de reconciliação com o passado, como se na Universidade, grosso modo, todos se empenharam na luta pela redemocratização. (QUEIROZ, 2021, p.187-188)
Foi na gestão do reitor Djacir Menezes que personalidades políticas da ditadura foram agraciadas com o título de Doutor Honoris Causa, como o general presidente Emilio Garrastazu Medici (1969-1974) e o seu ministro da Educação Jarbas Passarinho. Lembramos que foi na gestão de Médici que as obras da Cidade Universitária foram retomadas e reinauguradas, após várias interrupções em virtude de diversas crises financeiras e políticas quando o Rio de Janeiro deixou de ser a capital federal. Vale destacar que a Cidade Universitária foi inaugurada, em 1953, no governo de Getúlio Vargas (como foi analisado no texto sobre a Universidade e os anos 1950), mas se disseminou de forma intencional na memória de quem apoiou o governo que a Cidade Universidade foi um projeto da ditadura civil-militar. (QUEIROZ, 2021).
Seja como for, se houve colaboração com a ditadura entre alguns grupos conservadores dentro da Universidade, também houve entre o corpo social aqueles que resistiram e se oposuram ao regime autoritário, além do Movimento Estudantil, destacamos a incipiente organização sindical dos servidores, desempenhando um importante papel para a campanha de retorno dos expurgados de volta à Universidade. Em 26 de junho de 1979, a Associação de Docentes da UFRJ (AdUFRJ) realizou uma cerimônia simbólica para reintegrar os professores cassados e, no final de 1979, após a Lei de Anistia (lei n° 6.683, de 26 de agosto de 1979), a Universidade promoveu a reintegração efetiva dos professores.
Não podíamos terminar este texto sem fazer a lista de presença dos professores cassados da UFRJ pela ditadura civil-militar (QUEIROZ, 2018, p.16):
*Historiadora da UFRJ; Doutora em História Social (UFRJ); e Diretora da Divisão de Memória Institucional/SIBI/UFRJ.
QUEIROZ, Andréa Cristina de Barros. A Universidade e os anos 1970. Rio de Janeiro: UFRJ/SiBI/DMI, 2020. Projeto UFRJ em décadas. Disponível em: endereço eletrônico do documento. Acesso em: data da pesquisa.
MAIA, Tatyana de Amaral. Os intelectuais no Ministério da Educação e Cultura em tempos autoritários (1966-1982). In: CORDEIRO, Janaína et al (org.). À sombra das ditaduras: Brasil e América Latina. Rio de Janeiro: Mauad, 2014, p.51-65.
QUEIROZ, Andréa Cristina de Barros. A memória institucional e os impactos da repressão na UFRJ (1964-1985). Anais do Encontro Internacional e XVIII Encontro de História da Anpuh-Rio: História e Parcerias. Niterói: UFF, 2018. Disponível em: https://www.encontro2018.rj.anpuh.org/resources/anais/8/1529704709_ARQUIVO_TextoANPUH-RIO-AndreaQueiroz.pdf. Acesso: 18 jun. 2021.
QUEIROZ, Andréa Cristina de Barros Queiroz. As memórias em disputa sobre a ditadura civil-militar na UFRJ: lugares de memória, sujeitos e comemorações. Tempo. Niterói: PPGH/UFF, v. 27 n. 1, p. 184-203, jan./abr. 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/tem/a/4C4LQnGsWBPdGtfBSt6GfNg/?lang=pt. Acesso: 18 jun. 2021.
Imagem 1 – Professores cassados retonam para UFRJ, Auditório do CT, 1979. Acervo ADUFRJ.
Imagem 2 – A Universidade no Sesquicentenário da Independência, 1972. Coleção Memória UFRJ, Biblioteca Pedro Calmon.
Imagem 3 – Coleção Estudos de Problemas Brasileiros, Biblioteca Pedro Calmon.
Imagem 4 – Médici: chega de palavras (sobre as obras da Cidade Universitária). Correio da Manhã, 21 jan. 1970. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.
Imagem 5 – MEC vai reaver as cassações das Universidades. JB, 23 mai. 1979. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.
Imagem 6 – Placa de inaguração do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, acervo HUCFF.





O prédio, em estilo neoclássico, foi construído no século XIX para sediar o Conservatório de Música, acolhendo também o Conservatório Dramático Brasileiro. Instalado em uma área de 1.950m², o Centro de Arte abriga, preserva e divulga a obra do artista plástico Hélio Oiticica. O prédio é preservado pelo Corredor Cultural, programa da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro para o qual foi cedido.
O amplo edifício de estilo eclético, localizado no bairro do Flamengo, foi construído, em 1922, para abrigar o Hotel Sete de Setembro, um local de hospedagem e balneário para turistas e autoridades visitantes da Exposição Internacional do Centenário da Independência.
Em 1926, passou a funcionar como Núcleo Residencial da Escola de Enfermagem Anna Nery, sendo desativado e ocupado, a partir de 1973, pela Casa do Estudante Universitário. Em 1995, devido ao estado de degradação avançada, a UFRJ retomou a posse do imóvel, iniciando um longo processo de restauração do patrimônio.
O Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, instalado nas dependências do prédio restaurado, propõe-se a ser um centro de excelência da Universidade, de caráter interdisciplinar, atuando como órgão de cooperação interna e externa, promovendo o conhecimento nacional, difundindo experiências internacionais e destacando o uso social do conhecimento. Como órgão do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, pretende organizar conferências, seminários, atividades artísticas, entre outros eventos abertos ao público.
O Pavilhão de Aulas da Escola de Enfermagem Anna Nery foi inaugurado em 1927, com o apoio financeiro da Fundação Rockefeller, a fim de iniciar o ensino de enfermagem de caráter técnico superior no Brasil.
O prédio, que constitui um importante exemplar da arquitetura neocolonial carioca, foi construído em um lote do terreno do antigo Asilo da Mendicidade, atual Hospital Escola São Francisco de Assis (HESFA). Incorporada à Universidade do Brasil, em dezembro de 1945, a Escola de Enfermagem Anna Nery teve a sua propriedade transferida para a Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1977.
Atualmente, o estado de conservação do edifício indica a profunda necessidade de obras de restauração e a definição de um novo programa de usos, adequado à sua condição de patrimônio arquitetônico nacional e referência no ensino da enfermagem.
Construído no início do século XIX, o solar foi residência do último vice-rei do Brasil, Conde dos Arcos. Após a Independência, foi comprado pelo Governo e reformado para sediar o Senado Imperial, testemunhando importantes episódios da história nacional, como, por exemplo, a assinatura da Lei Áurea, em 1888.
Em 1889, com a Proclamação da República, o edifício sofreu novas obras de ampliação, tornando-se sede do Senado Republicano até dezembro de 1924, quando este se transferiu para o Palácio Monroe, na Avenida Rio Branco.
De 1926 a 1937, foi ocupado por repartições federais, como o Departamento Nacional de Educação do Ministério da Educação e Saúde. A partir de 1938, passou a abrigar a antiga Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, atual Faculdade de Direito da UFRJ.
A inauguração do prédio do Hospital Escola São Francisco de Assis (HESFA) ocorreu em 1879, quando funcionava como asilo de mendigos. Em 1922, foi transformado no Hospital-Geral São Francisco de Assis, sendo incorporado ao patrimônio da União, em 1939, e transferido à Universidade do Brasil, atual UFRJ, como Hospital Escola São Francisco de Assis. Em 1978, foi desativado, mas, por motivo de calamidade pública causada por enchentes na cidade, foi reativado em 1988.
Atualmente, o HESFA é um órgão suplementar do Centro de Ciências da Saúde da UFRJ, integrado ao Sistema Único de Saúde, que oferece serviços assistenciais à população de baixa renda, funcionando como Hospital/Dia e de semi-internação. É considerado um centro de referência nacional no tratamento da AIDS e em programas de reabilitação motora.
O conjunto arquitetônico do Hospital possui estilo neoclássico, apresentando pequenas variações formais de tendência romântica/eclética. Encontra-se em estado precário, colocando em risco seu funcionamento. Grande parte do espaço está interditada pelas péssimas condições estruturais, rachaduras e árvores enraizadas nas paredes externas, necessitando de reformas em todos os seus elementos.
Projetado para ser a Sé do Rio de Janeiro, o prédio, que começou a ser construído em meados do século XVIII, foi adaptado para receber a Academia Real Militar, em 1812, onde teve início o ensino de engenharia no Brasil.
Recebeu o nome de Escola Militar, em 1839, e de Escola Central, em 1858, com a criação do curso de Engenharia Civil. Em 1874, a Escola Central foi transferida do Ministério do Exército para o Ministério do Império, com a denominação de Escola Politécnica.
Após a transferência da Escola Politécnica para a Cidade Universitária, a edificação do Largo de São Francisco passou a abrigar, em 1969, o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), criado em 1967.
Construído originalmente com dois pavimentos, o prédio recebeu mais um andar, em 1905, e outro, em 1955. Durante a construção do terceiro andar, o pórtico central da fachada foi alterado, mas o aspecto clássico de sua composição foi mantido.
A edificação principal do prédio que abriga a Escola de Música da UFRJ foi adquirida, em 1855, pelo Governo Imperial, para receber o acervo da Biblioteca Nacional. Em 1910, após a mudança da Biblioteca para a Avenida Central, hoje Avenida Rio Branco, o prédio atual foi construído e, junto com a Rua do Passeio, é considerado Patrimônio Histórico Municipal.
Em 1913, o Instituto Nacional de Música foi transferido para o local, após a construção de um pavilhão de aulas nos fundos da edificação principal, que passou por novas obras, de 1918 a 1922, para abrigar o Salão de Concertos Leopoldo Miguez e a imponente fachada em estilo italiano. O Instituto incorporou-se à Universidade Federal do Rio de Janeiro, em abril de 1931. Em 1982, na parede externa voltada ao Largo da Lapa, foi pintado o painel Paisagem Urbana, de Ivan Freitas, que reproduz uma paisagem natural e o prolongamento do prédio.
O Salão Leopoldo Miguez merece destaque por sua decoração interna, pelo grande órgão Tamburini localizado ao fundo do palco e pela excelência de sua acústica, considerada uma das melhores do país, sendo utilizado, constantemente, para gravações. Em seu interior, são realizados diversos eventos, entre concertos de câmara, sinfônicos e óperas, além de uma série de atividades, como aulas, ensaios, palestras e formaturas.
O Palácio Universitário, como é conhecido hoje, foi construído para abrigar o Hospício Pedro II, inaugurado em 1852, primeiro hospital especializado no tratamento de doenças mentais no Brasil. O Hospício foi local de formação de médicos nos estudos de psiquiatria, instalação da primeira cátedra dessa especialização na Faculdade de Medicina e início da pesquisa sobre psicanálise.
A construção do prédio que abrigaria o Hospício resultou de uma mobilização social que, ao longo de dez anos, sob a liderança do então provedor da Santa Casa da Misericórdia, José Clemente Pereira, e a proteção do jovem monarca Pedro II, recolheu vultosos recursos, de acordo com a pesquisadora Maria de Lourdes P. Horta: “Em 15 de julho de 1841 […] José Clemente Pereira informa que já angariara 2.560$000 réis e que estava autorizado a empregar nas obras o produto da grande subscrição, aberta entre os negociantes da Praça do Comércio do Rio de Janeiro, para a “fundação de um estabelecimento de caridade”, que fosse “do Imperial agrado”. […]
“Até julho de 1850, as doações montavam a 567.044$213, incluídos os lucros de duas loterias. Teixeira Brandão informa que até 1882 haviam sido gastos na edificação do asilo 2.672.424$680 réis (dois bilhões, seiscentos e setenta e dois milhões, quatrocentos e vinte e quatro mil e seiscentos e oitenta réis). Esse investimento resultou na beleza e na perfeição dos detalhes artísticos e técnicos da obra, que fizeram com que o edifício fosse considerado o “palácio neoclássico mais belo do país”, segundo o crítico Clarival Prado Valadares. Os trabalhos de construção do Hospício são atribuídos a José Maria Jacinto Rebelo, também responsável pela construção do novo Hospital da Santa Casa (sob o risco de Domingos Monteiro) e do Palácio de Petrópolis (sob o risco inicial de Júlio Frederico Koeler).
O Hospício, que podia ser visto de longe por aqueles que adentrassem a Baía de Guanabara, serviu como um marco da construção civil do novo reinado, que começava com a sagração do imperador de 15 anos. Durante os anos do regime militar, o campus da Praia Vermelha foi um dos focos da resistência à ditadura, tendo sido a Faculdade de Medicina invadida pelos militares em 1966.
Atualmente, o Palácio Universitário é ocupado pelas seguintes unidades: Fórum de Ciência e Cultura, Escola de Comunicação, Faculdade de Educação, Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas, Faculdade de Administração e Ciências Contábeis, Instituto de Economia e Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ.
O casarão original data do século XVII, sede da fazenda jesuítica de São Cristóvão para criação de gado. Com a extinção da Ordem no Brasil, em 1759, a propriedade foi segmentada em várias fazendas e leiloada.
A edificação, doada ao príncipe regente Dom João, em 1809, pelo comerciante luso-libanês Antônio Elias Lopes, passou por sucessivas reformas, como a ampliação feita por D. Pedro II a partir de 1850. Lá ele viveu por longo período, tornando o edifício testemunha de diversos momentos importantes na história do Brasil.
Com a República, foi adaptado para as reuniões do Congresso Constituinte e, em 1892, passou a abrigar o Museu Nacional. Em 1910, foram realizadas obras de remodelação e saneamento do parque, além de alterações no prédio de estilo neoclássico, um dos mais significativos exemplares da arquitetura brasileira. Em 1946, incorporou-se à Universidade do Brasil, atual UFRJ.
Atualmente, o Museu Nacional reúne um dos maiores acervos científicos da América Latina, laboratórios de pesquisa e cursos de pós-graduação. As peças que compõem as exposições abertas ao público (cerca de três mil, atualmente) são parte dos 20 milhões de itens das coleções conservadas e estudadas pelos departamentos de Antropologia, Botânica, Entomologia, Invertebrados, Vertebrados, Geologia e Paleontologia.
O atual pavilhão Frota Moreira, onde já funcionou uma gráfica, começou a ser construído em 1842. Tombado pelo Inepac, em 1990, abriga a Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB), desde 1975.
A criação, no morro de Santo Antônio, do Observatório da Escola Politécnica, em 1881, impulsionou o estudo da astronomia no Brasil. Com a derrubada do morro de Santo Antônio, em 1921, os equipamentos existentes no Observatório foram levados para sua atual localização, na Chácara do Valongo, Morro da Conceição. Os prédios do Conjunto Paisagístico do Observatório do Valongo, no Jardim Morro do Valongo, foram tombados pelo IPHAN.
Fonte: Escritório Técnico da Universidade – UFRJ
Para realizar sua pesquisa exclusivamente no acervo da Coleção Memória UFRJ, antes de efetuar a busca selecione entre as opções de acervo por “Memória UFRJ – MUFRJ” diretamente na página Minerva/UFRJ.

Selo comemorativo dos 70 anos da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, eleito pela comunidade acadêmica da UFRJ (corpo docente, corpo discente e funcionários técnico-administrativos) para aplicação em diversas mídias.
Fonte: Behance.

Para celebrar nove décadas de existência, a UFRJ prepara diversas atividades e produtos que serão marcantes no calendário acadêmico. A Coordenadoria de Comunicação da UFRJ (Coordcom) desenvolveu um selo comemorativo, que buscou a unidade e a personalização através de uma combinação tipográfica. O objetivo foi criar algo elegante, legível e sinuoso. O logo contém as informações que representam o passado (1920), o presente (2010) e o futuro (2020). Destacam-se a história e a importância dos 90 anos da UFRJ, bem como se reforçam os horizontes apontados pelo plano diretor da instituição para os próximos anos. A marca não tem uma paleta de cores fechada, e isso possibilita a aplicação de diversas formas e processos aos materiais (impressos ou virtuais), como foi feito no calendário 2010 da UFRJ, que utilizou um processo chamado hot stamp, em dourado. No entanto, a tendência é empregar o azul, cor adotada tradicionalmente pela universidade em todas as peças gráficas.
Fonte: Site Oficial da UFRJ.

Em reunião no dia 27/3, o Conselho Universitário (Consuni) da UFRJ aprovou a criação do Ano da Memória e Verdade da universidade, compreendido entre os dias 1º/4 de 2014 e de 2015. Um selo especial foi tornado público na semana passada, para marcar o período, que terá ações coordenadas pela Comissão da Memória e Verdade da UFRJ. Lançado justamente no dia 1º/4, data em que se completaram os 50 anos do golpe militar no país, o selo do Ano da Memória e Verdade da UFRJ, de acordo com a resolução nº03/2014 do Consuni, deverá constar em todos os cartazes, páginas da internet e meios de divulgação e comunicação em geral da universidade. A decisão do Consuni referendou a medida aprovada na sessão de 18/3 do Conselho Superior de Coordenação Executiva (CSCE) da UFRJ e contribuirá para destacar, na universidade, diversas ações voltadas para discutir o período obscuro, de graves violações de direitos na sociedade brasileira e nas instituições universitárias. De acordo com o coordenador da comissão, professor Carlos Vainer, a universidade não ficou incólume no período e sofreu com a perseguição a muitos de seus professores, pesquisadores, estudantes e servidores técnico-administrativos. “Na UFRJ, muitos foram os estudantes assassinados e desaparecidos pelo brutal regime. Muitos foram os professores cassados e proibidos de ensinar e pesquisar”, informou. No documento que enviou ao CSCE propondo a criação do Ano da Memória e Verdade da UFRJ, Vainer assinalou que as heranças do regime são muitas e graves. “O Estado brasileiro ainda não passou a limpo este período. Sobrevive uma inaceitável condescendência com os responsáveis por crimes de lesa-humanidade e se verifica leniência na eliminação dos resquícios do autoritarismo presentes em nosso aparato institucional (e.g. Lei de Segurança Nacional)”, diz a carta. “Práticas abusivamente violentas do aparelho policial e policial-militar denunciam a herança perversa. Tortura-se e mata-se impunemente nas delegacias policias. O direito à livre manifestação e expressão sofre graves ameaças”, continua. Atualmente, a Comissão da Memória e Verdade da UFRJ trabalha na investigação de documentos e relatos sobre o regime militar e sua relação com a universidade. Com objetivo de esclarecer a história do período, as ações e atividades desenvolvidas pela comissão têm buscado identificar, publicizar e reparar violências e atentados ao saber e aos direitos dos cidadãos que viveram no período.
Fonte: Site Oficial da UFRJ.

Em 2015 a mui heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro completa 450 anos. A UFRJ é parte desta história… pelo menos desde 1792, quando foi criada a Academia Militar, que daria origem à nossa Escola Politécnica. Em 1808 nasceu a Faculdade de Medicina, em 1816 a Escola de Belas Artes, em 1818 o Museu Nacional, em 1848 o Conservatório de Música, hoje Escola de Música. Também o Rio de Janeiro é parte inseparável da vida e história da UFRJ. Ambas histórias e vidas se entrelaçam. Fomos Universidade do Brasil, somos uma Universidade Federal, mas estamos no passado e no presente da cidade… com nossos museus e prédios históricos, que inscrevem no espaço urbano a vida universitária e fazem da UFRJ guardiã de parte expressiva do patrimônio cultural do Rio; com nossos hospitais e outros serviços prestados à comunidade; com eventos científicos, culturais e artísticos. Sem falar das atividades de ensino, pesquisa, extensão, das assessorias a organizações governamentais e não governamentais, tudo contribui para tecer os laços de algo que é muito mais que uma vizinhança, uma coexistência, uma localização ou um endereço. SOMOS UMA UNIVERSIDADE CARIOCA, que vive e se engaja na cidade. Como se engajam e se engajaram na história política da cidade, em vários momentos decisivos da história da nação, os nossos estudantes : nas lutas pelo ingresso do Brasil na Segunda Guerra Mundial, pelo Petróleo é Nosso, contra a ditadura militar, por “Diretas já”, “Fora Collor” e, mais recentemente, nas Jornadas de Junho de 2013. Por tudo isso, a UFRJ também se prepara para celebrar os 450 anos da cidade. Com esse objetivo, abrimos um canal de colaboração com o Comitê Rio 450, de modo a incorporar à programação oficial da cidade as atividades promovidas pela Universidade relativas à cidade e seu aniversário.
Fonte: Site Oficial da UFRJ.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro completou ontem 96 anos de uma trajetória de lutas, mudanças e crescimento. Referência nacional em ensino, pesquisa e extensão nos diversos campos do conhecimento, a UFRJ participa ativamente da construção da história nacional.Para celebrar mais esse aniversário, foi apresentada ao Conselho Universitário, hoje (8/9), a marca do programa A UFRJ faz 100 anos, iniciando a contagem regressiva para o centenário da Universidade em 2020.Rogéria de Ipanema, coordenadora do programa, afirma que a construção diária da UFRJ é o principal destaque: “O ‘faz’ no título do programa é emblemático porque estamos caminhando para os 100 anos. Não se trata apenas de uma passagem, é uma vivência”. O programa A UFRJ faz 100 anos compreenderá mais de 15 eventos e projetos que serão usados para estimular a reflexão sobre a Universidade pela comunidade que a compõe. Segundo Ipanema, o programa busca “retirar o momento de apenas celebração para pensarmos e refletirmos o fazer 100 anos. Para falar, sensibilizar, se enxergar e se reconhecer no fazer a UFRJ”.A marca do centenário já pode ser vista em alguns pontos da Cidade Universitária. O design e os diferentes usos a serem adotados foram pensados pela equipe do Laboratório Gráfico de Comunicação Visual (LabGraf) da Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ). Para Marcus Dohmann, coordenador do Laboratório, a marca “dialoga bem com outros elementos gráficos da Universidade, como o brasão e os logotipos das escolas. Além disso, ela reflete a construção dos 100 anos, bloco a bloco”.Outro aspecto presente na marca dos 100 anos é a pluralidade da UFRJ. “Dentro da sua identidade, ela pode assumir outras identidades. É a síntese do cubo mágico: os blocos se reorganizam com várias experimentações e possibilidades”, ressaltou Dohmann.Muitos aniversários, uma universidadeEm 7/9/1920, o presidente Epitácio Pessoa assinou o decreto n° 14.343, que reuniu a Escola Politécnica e as faculdades de Medicina e Direito do Rio de Janeiro para formar a Universidade do Rio de Janeiro, lançando as bases do que viria a se tornar a maior instituição pública de ensino superior do Brasil.Historicamente, as unidades fundadoras da UFRJ possuem mais de 100 anos. O curso mais antigo, iniciado na especialidade do Desenho de Engenharia, precursor da Escola Politécnica, fará 225 anos em 2017, ano em que a Faculdade Nacional de Direito completará 190 anos. Em 2018, será a Faculdade de Medicina, oriunda da antiga Escola Anatômica, Cirúrgica e Médica do Rio de Janeiro, completará 210 anos. A Escola de Belas Artes, de 1816, e o Museu Nacional, de 1818, também comemoram o bicentenário.A UFRJ faz 100 anos é um evento de celebração aos vários aniversários existentes na Universidade, durante os próximos quatro anos, conforme ressalta Rogéria de Ipanema: “Os aniversários mais antigos e mais novos também fazem parte da história da UFRJ. As unidades, os cursos, as pessoas são parte do que faz os 100 anos. É o que a gente faz todo dia, do cotidiano ao extraordinário”.
Fonte: Site Oficial da UFRJ.
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