Edificações Tombadas

 

Centro de Arte Hélio Oiticica

O prédio, em estilo neoclássico, foi construído no século XIX para sediar o Conservatório de Música, acolhendo também o Conservatório Dramático Brasileiro. Instalado em uma área de 1.950m², o Centro de Arte abriga, preserva e divulga a obra do artista plástico Hélio Oiticica. O prédio é preservado pelo Corredor Cultural, programa da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro para o qual foi cedido.

 

Colégio Brasileiro de Altos Estudos

O amplo edifício de estilo eclético, localizado no bairro do Flamengo, foi construído, em 1922, para abrigar o Hotel Sete de Setembro, um local de hospedagem e balneário para turistas e autoridades visitantes da Exposição Internacional do Centenário da Independência.

Em 1926, passou a funcionar como Núcleo Residencial da Escola de Enfermagem Anna Nery, sendo desativado e ocupado, a partir de 1973, pela Casa do Estudante Universitário. Em 1995, devido ao estado de degradação avançada, a UFRJ retomou a posse do imóvel, iniciando um longo processo de restauração do patrimônio.

O Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, instalado nas dependências do prédio restaurado, propõe-se a ser um centro de excelência da Universidade, de caráter interdisciplinar, atuando como órgão de cooperação interna e externa, promovendo o conhecimento nacional, difundindo experiências internacionais e destacando o uso social do conhecimento. Como órgão do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, pretende organizar conferências, seminários, atividades artísticas, entre outros eventos abertos ao público.

 

Escola de Enfermagem Ana Nery

O Pavilhão de Aulas da Escola de Enfermagem Anna Nery foi inaugurado em 1927, com o apoio financeiro da Fundação Rockefeller, a fim de iniciar o ensino de enfermagem de caráter técnico superior no Brasil.

O prédio, que constitui um importante exemplar da arquitetura neocolonial carioca, foi construído em um lote do terreno do antigo Asilo da Mendicidade, atual Hospital Escola São Francisco de Assis (HESFA). Incorporada à Universidade do Brasil, em dezembro de 1945, a Escola de Enfermagem Anna Nery teve a sua propriedade transferida para a Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1977.

Atualmente, o estado de conservação do edifício indica a profunda necessidade de obras de restauração e a definição de um novo programa de usos, adequado à sua condição de patrimônio arquitetônico nacional e referência no ensino da enfermagem.

 

Faculdade Nacional de Direito

Construído no início do século XIX, o solar foi residência do último vice-rei do Brasil, Conde dos Arcos. Após a Independência, foi comprado pelo Governo e reformado para sediar o Senado Imperial, testemunhando importantes episódios da história nacional, como, por exemplo, a assinatura da Lei Áurea, em 1888.

Em 1889, com a Proclamação da República, o edifício sofreu novas obras de ampliação, tornando-se sede do Senado Republicano até dezembro de 1924, quando este se transferiu para o Palácio Monroe, na Avenida Rio Branco.

De 1926 a 1937, foi ocupado por repartições federais, como o Departamento Nacional de Educação do Ministério da Educação e Saúde. A partir de 1938, passou a abrigar a antiga Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, atual Faculdade de Direito da UFRJ.

 

Hospital Escola São Francisco de Assis

A inauguração do prédio do Hospital Escola São Francisco de Assis (HESFA) ocorreu em 1879, quando funcionava como asilo de mendigos. Em 1922, foi transformado no Hospital-Geral São Francisco de Assis, sendo incorporado ao patrimônio da União, em 1939, e transferido à Universidade do Brasil, atual UFRJ, como Hospital Escola São Francisco de Assis. Em 1978, foi desativado, mas, por motivo de calamidade pública causada por enchentes na cidade, foi reativado em 1988.

Atualmente, o HESFA é um órgão suplementar do Centro de Ciências da Saúde da UFRJ, integrado ao Sistema Único de Saúde, que oferece serviços assistenciais à população de baixa renda, funcionando como Hospital/Dia e de semi-internação. É considerado um centro de referência nacional no tratamento da AIDS e em programas de reabilitação motora.

O conjunto arquitetônico do Hospital possui estilo neoclássico, apresentando pequenas variações formais de tendência romântica/eclética. Encontra-se em estado precário, colocando em risco seu funcionamento. Grande parte do espaço está interditada pelas péssimas condições estruturais, rachaduras e árvores enraizadas nas paredes externas, necessitando de reformas em todos os seus elementos.

 

Instituto de Filosofia e Ciências Sociais

Projetado para ser a Sé do Rio de Janeiro, o prédio, que começou a ser construído em meados do século XVIII, foi adaptado para receber a Academia Real Militar, em 1812, onde teve início o ensino de engenharia no Brasil.

Recebeu o nome de Escola Militar, em 1839, e de Escola Central, em 1858, com a criação do curso de Engenharia Civil. Em 1874, a Escola Central foi transferida do Ministério do Exército para o Ministério do Império, com a denominação de Escola Politécnica.

Após a transferência da Escola Politécnica para a Cidade Universitária, a edificação do Largo de São Francisco passou a abrigar, em 1969, o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), criado em 1967.

Construído originalmente com dois pavimentos, o prédio recebeu mais um andar, em 1905, e outro, em 1955. Durante a construção do terceiro andar, o pórtico central da fachada foi alterado, mas o aspecto clássico de sua composição foi mantido.

 

Escola Nacional de Música

A edificação principal do prédio que abriga a Escola de Música da UFRJ foi adquirida, em 1855, pelo Governo Imperial, para receber o acervo da Biblioteca Nacional. Em 1910, após a mudança da Biblioteca para a Avenida Central, hoje Avenida Rio Branco, o prédio atual foi construído e, junto com a Rua do Passeio, é considerado Patrimônio Histórico Municipal.

Em 1913, o Instituto Nacional de Música foi transferido para o local, após a construção de um pavilhão de aulas nos fundos da edificação principal, que passou por novas obras, de 1918 a 1922, para abrigar o Salão de Concertos Leopoldo Miguez e a imponente fachada em estilo italiano. O Instituto incorporou-se à Universidade Federal do Rio de Janeiro, em abril de 1931. Em 1982, na parede externa voltada ao Largo da Lapa, foi pintado o painel Paisagem Urbana, de Ivan Freitas, que reproduz uma paisagem natural e o prolongamento do prédio.

O Salão Leopoldo Miguez merece destaque por sua decoração interna, pelo grande órgão Tamburini localizado ao fundo do palco e pela excelência de sua acústica, considerada uma das melhores do país, sendo utilizado, constantemente, para gravações. Em seu interior, são realizados diversos eventos, entre concertos de câmara, sinfônicos e óperas, além de uma série de atividades, como aulas, ensaios, palestras e formaturas.

 

Palácio Universitário

O Palácio Universitário, como é conhecido hoje, foi construído para abrigar o Hospício Pedro II, inaugurado em 1852, primeiro hospital especializado no tratamento de doenças mentais no Brasil. O Hospício foi local de formação de médicos nos estudos de psiquiatria, instalação da primeira cátedra dessa especialização na Faculdade de Medicina e início da pesquisa sobre psicanálise.

A construção do prédio que abrigaria o Hospício resultou de uma mobilização social que, ao longo de dez anos, sob a liderança do então provedor da Santa Casa da Misericórdia, José Clemente Pereira, e a proteção do jovem monarca Pedro II, recolheu vultosos recursos, de acordo com a pesquisadora Maria de Lourdes P. Horta: “Em 15 de julho de 1841 […] José Clemente Pereira informa que já angariara 2.560$000 réis e que estava autorizado a empregar nas obras o produto da grande subscrição, aberta entre os negociantes da Praça do Comércio do Rio de Janeiro, para a “fundação de um estabelecimento de caridade”, que fosse “do Imperial agrado”. […]

“Até julho de 1850, as doações montavam a 567.044$213, incluídos os lucros de duas loterias. Teixeira Brandão informa que até 1882 haviam sido gastos na edificação do asilo 2.672.424$680 réis (dois bilhões, seiscentos e setenta e dois milhões, quatrocentos e vinte e quatro mil e seiscentos e oitenta réis). Esse investimento resultou na beleza e na perfeição dos detalhes artísticos e técnicos da obra, que fizeram com que o edifício fosse considerado o “palácio neoclássico mais belo do país”, segundo o crítico Clarival Prado Valadares. Os trabalhos de construção do Hospício são atribuídos a José Maria Jacinto Rebelo, também responsável pela construção do novo Hospital da Santa Casa (sob o risco de Domingos Monteiro) e do Palácio de Petrópolis (sob o risco inicial de Júlio Frederico Koeler).

O Hospício, que podia ser visto de longe por aqueles que adentrassem a Baía de Guanabara, serviu como um marco da construção civil do novo reinado, que começava com a sagração do imperador de 15 anos. Durante os anos do regime militar, o campus da Praia Vermelha foi um dos focos da resistência à ditadura, tendo sido a Faculdade de Medicina invadida pelos militares em 1966.

Atualmente, o Palácio Universitário é ocupado pelas seguintes unidades: Fórum de Ciência e Cultura, Escola de Comunicação, Faculdade de Educação, Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas, Faculdade de Administração e Ciências Contábeis, Instituto de Economia e Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ.

 

Museu Nacional

O casarão original data do século XVII, sede da fazenda jesuítica de São Cristóvão para criação de gado. Com a extinção da Ordem no Brasil, em 1759, a propriedade foi segmentada em várias fazendas e leiloada.

A edificação, doada ao príncipe regente Dom João, em 1809, pelo comerciante luso-libanês Antônio Elias Lopes, passou por sucessivas reformas, como a ampliação feita por D. Pedro II a partir de 1850. Lá ele viveu por longo período, tornando o edifício testemunha de diversos momentos importantes na história do Brasil.

Com a República, foi adaptado para as reuniões do Congresso Constituinte e, em 1892, passou a abrigar o Museu Nacional. Em 1910, foram realizadas obras de remodelação e saneamento do parque, além de alterações no prédio de estilo neoclássico, um dos mais significativos exemplares da arquitetura brasileira. Em 1946, incorporou-se à Universidade do Brasil, atual UFRJ.

Atualmente, o Museu Nacional reúne um dos maiores acervos científicos da América Latina, laboratórios de pesquisa e cursos de pós-graduação. As peças que compõem as exposições abertas ao público (cerca de três mil, atualmente) são parte dos 20 milhões de itens das coleções conservadas e estudadas pelos departamentos de Antropologia, Botânica, Entomologia, Invertebrados, Vertebrados, Geologia e Paleontologia.

 

Fundação Universitária José Bonifácio

O atual pavilhão Frota Moreira, onde já funcionou uma gráfica, começou a ser construído em 1842. Tombado pelo Inepac, em 1990, abriga a Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB), desde 1975.

 

Observatório do Valongo

A criação, no morro de Santo Antônio, do Observatório da Escola Politécnica, em 1881, impulsionou o estudo da astronomia no Brasil. Com a derrubada do morro de Santo Antônio, em 1921, os equipamentos existentes no Observatório foram levados para sua atual localização, na Chácara do Valongo, Morro da Conceição. Os prédios do Conjunto Paisagístico do Observatório do Valongo, no Jardim Morro do Valongo, foram tombados pelo IPHAN.

 

Fonte: Escritório Técnico da Universidade – UFRJ

 

 

UFRJ completa 96 anos e lança marca comemorativa

 

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A Universidade Federal do Rio de Janeiro completou ontem, 7/9, 96 anos de uma trajetória de lutas, mudanças e crescimento. Referência nacional em ensino, pesquisa e extensão nos diversos campos do conhecimento, a UFRJ participa ativamente da construção da história nacional. Para celebrar mais esse aniversário, foi apresentada ao Conselho Universitário, hoje (8/9), a marca do programa A UFRJ Faz 100 Anos, iniciando a contagem regressiva para o centenário da Universidade em 2020. Rogéria de Ipanema, coordenadora do programa, afirma que a construção diária da UFRJ é o principal destaque: “O ‘faz’ no título do programa é emblemático porque estamos caminhando para os 100 anos. Não se trata apenas de uma passagem, é uma vivência”. O programa A UFRJ Faz 100 Anos compreenderá mais de 15 eventos e projetos que serão usados para estimular a reflexão sobre a Universidade pela comunidade que a compõe. Segundo Ipanema, o programa busca “retirar o momento de apenas celebração para pensarmos e refletirmos o fazer 100 anos. Para falar, sensibilizar, se enxergar e se reconhecer no fazer a UFRJ”. A marca do centenário já pode ser vista em alguns pontos da Cidade Universitária. O design e os diferentes usos a serem adotados foram pensados pela equipe do Laboratório Gráfico de Comunicação Visual (LabGraf) da Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ). Para Marcus Dohmann, coordenador do Laboratório, a marca “dialoga bem com outros elementos gráficos da Universidade, como o brasão e os logotipos das escolas. Além disso, ela reflete a construção dos 100 anos, bloco a bloco”. Outro aspecto presente na marca dos 100 anos é a pluralidade da UFRJ. “Dentro da sua identidade, ela pode assumir outras identidades. É a síntese do cubo mágico: os blocos se reorganizam com várias experimentações e possibilidades”, ressaltou Dohmann. Muitos aniversários, uma universidade Em 7/9/1920, o presidente Epitácio Pessoa assinou o decreto n° 14.343, que reuniu a Escola Politécnica e as faculdades de Medicina e Direito do Rio de Janeiro para formar a Universidade do Rio de Janeiro, lançando as bases do que viria a se tornar a maior instituição pública de ensino superior do Brasil. Historicamente, as unidades fundadoras da UFRJ possuem mais de 100 anos. O curso mais antigo, iniciado na especialidade do Desenho de Engenharia, precursor da Escola Politécnica, fará 225 anos em 2017, ano em que a Faculdade Nacional de Direito completará 190 anos. Em 2018, será a Faculdade de Medicina, oriunda da antiga Escola Anatômica, Cirúrgica e Médica do Rio de Janeiro, completará 210 anos. A Escola de Belas Artes, de 1816, e o Museu Nacional, de 1818, também comemoram o bicentenário. A UFRJ Faz 100 Anos é um evento de celebração aos vários aniversários existentes na Universidade, durante os próximos quatro anos, conforme ressalta Rogéria de Ipanema: “Os aniversários mais antigos e mais novos também fazem parte da história da UFRJ. As unidades, os cursos, as pessoas são parte do que faz os 100 anos. É o que a gente faz todo dia, do cotidiano ao extraordinário”.

 

Fonte: Portal UFRJ