A Universidade e os anos 1940

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 A Universidade e os anos 1940

 

Andréa Cristina de Barros Queiroz*

 

 

Uma das principais marcas da década de 1940 foi o fim da ditadura do Estado Novo com a deposição de Getúlio Vargas em 29 de outubro de 1945 e a promulgação de uma nova Constituição para o país em 18 de setembro de 1946 com a redemocratização.

 

Ainda no Governo Provisório pós-deposição de Vargas, foi sancionado o decreto-lei nº 8.393, de 17 de dezembro de 1945, que concedeu à Universidade do Brasil autonomia administrativa, financeira, didática e disciplinar e outras providências, neste contexto o Ministro da Educação e Saúde era o ex-Reitor da UB: o professor Raul Leitão da Cunha (1934-1945).

 

É importante destacar que ao longo da trajetória da Universidade, sobretudo, nestas décadas iniciais, mas não somente, muitos de seus reitores ocuparam cargos na gestão federal, tanto no Ministério da Educação quanto na direção ou presidência de outras instituições federais como no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

 

Em 18 de junho de 1946, pelo decreto nº 21.321, foi aprovado o Estatuto da Universidade do Brasil, que determinava em seu segundo artigo como objetivos da UB: a educação; o ensino e a pesquisa. Segundo Fávero (2010, p.68), “até o limiar os anos 1940, a Universidade desenvolveu e teve, com raras exceções, como marca principal o ensino oferecido em suas escolas e faculdades voltado para a formação de profissionais liberais e especialistas qualificados em diferentes campos do saber. Em relação à pesquisa, mesmo estando presente em alguns documentos legais o que se observa é um distanciamento entre propostas, planos e funções reais da Universidade até esse período”.

 

Portanto, somente a partir dos anos 1940, sobretudo, na segunda metade desta década que a pesquisa passou a integrar as atividades da instituição, com algumas exceções a exemplo do professor Carlos Chagas Filho, catedrático da Faculdade Nacional de Medicina que integrava a Academia Brasileira de Ciências, onde apresentava as pesquisas que desenvolvia com seus assistentes na Universidade antes mesmo desse período. A sua atuação na pesquisa foi importante para a implementação, em 1946, do Instituto de Biofísica que recebeu o seu nome.

 

Foi também na década de 1940 que o Museu Nacional e todo o seu acervo ligado à Família Real e ao período imperial no Brasil foi incorporado à Universidade do Brasil, pelo decreto nº 8.689, de 16 de janeiro de 1946. Outro estabelecimento de ensino criado nesta década, em 17 de abril de 1948, foi o Colégio de Aplicação (CAp) da Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi), instituído pela obrigatoriedade de existência de centros de experimentação pedagógica promulgado pelo decreto-lei nº 9.053, de 12 de março 1946.

 

Lembramos que a FNFi foi criada no final da década de 1930, ainda durante a ditadura do Estado Novo, em 04 de abril de 1939, pelo decreto nº 1.190, incorporando vários cursos, professores e estudantes da Universidade do Distrito Federal – extinta por Getúlio Vargas pelo mesmo decreto que instituiu a FNFi –, e durante três décadas foi a responsável pela formação dos professores de várias áreas do conhecimento na UB, como também pelo desenvolvimento e o incentivo de pesquisas científicas com reconhecimento e premiação internacional, como as pesquisas dos físicos José Leite Lopes e Joaquim Costa Ribeiro; na matemática as pesquisas do professor português Antônio Monteiro; na química os trabalhos de pesquisa dos professores Cristóvão Cardoso e Athos da Silveira Ramos, na geografia as pesquisas de Josué de Castro e do francês Francis Ruellan, entre outros.

 

Seja como for, somente em 1944 o Conselho Universitário debateu e propôs o regime de tempo integral para os professores desenvolverem ensino e pesquisa na Universidade, contudo esta proposta só foi efetivada anos depois.

 

*Historiadora da UFRJ; Doutora em História Social (UFRJ); e Diretora da Divisão de Memória Institucional/SIBI/UFRJ.

 

Como citar este artigo:

QUEIROZ, Andréa Cristina de Barros. A Universidade e os anos 1940. Rio de Janeiro: UFRJ/SiBI/DMI, 2020. Projeto UFRJ em décadas. Disponível em: endereço eletrônico do documento. Acesso em: data da pesquisa.

 

Referências

FÁVERO, Maria de Lourdes. Universidade do Brasil: das origens à construção. 2ª ed. Rio de Janeiro: UFRJ, 2010.

FERREIRA, Marieta de Moraes. O ensino da história na Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. História, Ciências, Saúde: Manguinhos, Rio de Janeiro, v.19, n.2. p.611-636, abr.-jun.2012. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/hcsm/v19n2/14.pdf. Acesso em: 4 nov. 2020.

FERREIRA, Marieta de Moraes. A História como ofício: a construção de um campo disciplinar. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2013.

 

Fonte:

Foto 1 – Museu Nacional, Arquivo SEMEAR/UFRJ

Foto 2 – Convite de formatura Faculdade Nacional de Filosofia, 1942, Arquivo Proedes/UFRJ

 

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A Universidade e os anos 1930

  

Lei 452 de 1937 Institui a Universidade do Brasil 01

 

A Universidade e os anos 1930

Andréa Cristina de Barros Queiroz*

 

Os anos de 1930 foram caracterizados por muitas transformações no cenário sócio-político nacional, com a Revolução de 1930 e a instauração da ditadura do Estado Novo, ambos eventos e fatores político-sociais refletiram diretamente no projeto de educação nacional que foi sendo definido para as Universidades.

 

O início dos anos 1930 foi marcado por uma conscientização maior dos problemas educacionais. “A concepção de que a reforma da sociedade se daria pela reforma da educação e do ensino, assim como pelo espírito de criação e de reprodução/modernização das elites, herdados da década anterior, adquiriram maior força e ampliaram suas perspectivas. Tais projetos de reconstrução da sociedade, no entanto, nem sempre convergiram na mesma direção; ao contrário, às vezes se desdobraram em conflito de uns com os outros até serem silenciados com o Estado Novo” (FÁVERO, 2010, p.41).

 

Em 11 de abril 1931, a Reforma Francisco Campos, reafirmou a centralidade do poder federal sobre as universidades, e também promoveu a primeira reorganização da Universidade do Rio de Janeiro, passando pela reformulação de seus estatutos, dessa maneira, a URJ seria integrada por nove unidades: Faculdade de Direito; Faculdade de Medicina; Escola Politécnica; Escola de Minas e Metalurgia de Ouro Preto; Faculdade de Educação, Ciências e Letras; Faculdade de Farmácia; Faculdade de Odontologia; Escola Nacional de Belas Artes; e Instituto Nacional de Música.

 

Lembramos que em 04 de abril de 1935, sob a prefeitura de Pedro Ernesto (1935-1936) que pretendia obter maior autonomia política para a cidade do Rio de Janeiro frente ao governo federal, foi criada a Universidade do Distrito Federal (UDF), projetada por Anísio Teixeira, integrante da Escola Nova, que em suas bases definia como princípio norteador da nova Universidade o estímulo à cultura, à pesquisa científica, literária e artística para a formação de profissionais e técnicos, e prover a formação do magistério em todos os seus graus. Para Anísio Teixeira, a UDF deveria estar voltada para a produção do saber, e não apenas para a difusão e conservação dos conhecimentos, assim, a formação profissional se baseava na pesquisa científica. E a Universidade estava vinculada ao poder municipal da cidade do Rio de Janeiro, contrariando o estatuto das universidades brasileiras de 1931, de Francisco Campos. O projeto da UDF, apesar de inovador, encontrou muitas resistências, durando até o Golpe do Estado Novo quando a Universidade foi fechada (FERREIRA, 2013, p.21-22)

 

A grande mudança na Universidade do Rio de Janeiro também ocorreu neste período, quando em 05 de julho de 1937, a URJ foi transformada e reorganizada em Universidade do Brasil (UB) pela Lei nº452. O Ministro da Educação Gustavo Capanema, dando continuidade ao projeto de Francisco Campos, incorporou diversas instituições já existentes algumas anteriores à própria URJ e também os cursos da extinta UDF. Dessa forma, mais uma vez ressaltava-se a fragmentação como traço marcante desde a sua criação, portanto, a Universidade era uma reunião de partes, com isso, como estabelecer um sentimento de pertencimento à Universidade e a relação orgânica de suas unidades?

 

A UB, segundo Capanema, passaria a contar com quinze Faculdades e Escolas que deveriam incorporar o adjetivo “nacional” às suas denominações; um Museu; e quinze Institutos. Era o início do Estado Novo (1937-1945) de Getúlio Vargas, em que a política governamental autoritária e centralizadora esteve presente na constituição das disposições gerais da Universidade, como a ausência de autonomia desta em relação ao Governo Federal. E neste sentido por meio de um viés autoritário tentava-se manter o sentimento de pertencimento à instituição e a coesão do grupo em prol de um projeto de educação superior que representaria a própria Nação.

 

Segundo Fávero (2010, p.53), o controle do Estado Autoritário no pós-1937 sobre as instituições universitárias ficou evidenciado pelo artigo 27 da Lei nº452/37, no qual tanto o Reitor como os diretores dos estabelecimentos de ensino seriam escolhidos dentre os respectivos catedráticos, pelo Presidente da República, e nomeados em comissão, até que fosse decretado o Estatuto da Universidade. Todavia, ficou proibida, aos professores e aos alunos da Universidade, qualquer atitude de caráter político-partidário ou comparecer às atividades universitárias com uniforme ou emblema de partidos políticos. Seja como for, a Universidade do Brasil viveu sob o controle explícito dos poderes instituídos, caracterizado pela organização monolítica do Estado, sem qualquer autonomia. Com isso, havia uma exacerbada centralização de todos os serviços de educação, decorrendo daí a concepção de que o processo educativo poderia ser objeto de estrito controle legal.

 

A partir dessa Lei, a Universidade do Brasil deveria configurar-se como referência a todas as Universidades do país, que existissem ou que viessem a ser criadas, congregando a elite intelectual que se incumbiria da direção da nação. Assim, ela deveria: “resolver-lhe os problemas, preservar-lhe a saúde, facilitar-lhe o desdobramento e a circulação de riquezas, fortalecer a mentalidade do povo, engrandecer sua civilização”. (SCHWARTZMAN; BOMENY; COSTA. 2000, p.221).

 

Por fim, apesar de enfatizar o aspecto democratizante do ensino universitário, o Ministro Capanema criou uma Universidade claramente destinada às elites. Nessa perspectiva, também se incluía o projeto da construção da Cidade Universitária, que pretendia ser o núcleo da produção de saber e da cultura brasileira. As obras, no entanto, não chegaram a ser iniciadas na gestão de Capanema, várias Comissões foram criadas tanto para definir o melhor local para sua construção até mesmo que tipo de projeto arquitetônico e urbanístico seria concretizado. Foram necessárias mais de duas décadas para que a Cidade Universitária fosse enfim inaugurada, em 1953.

 

*Historiadora da UFRJ; Doutora em História Social (UFRJ); e Diretora da Divisão de Memória Institucional/SIBI/UFRJ.

 

Como citar este artigo:

QUEIROZ, Andréa Cristina de Barros. A Universidade e os anos 1930. Rio de Janeiro: UFRJ/SiBI/DMI, 2020. Projeto UFRJ em décadas. Disponível em: endereço eletrônico do documento. Acesso em: data da pesquisa.

 

Referências

FÁVERO, Maria de Lourdes. Universidade do Brasil: das origens à construção. 2ª ed. Rio de Janeiro: UFRJ, 2010.

FERREIRA, Marieta de Moraes. A História como ofício: a construção de um campo disciplinar. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2013.

SCHWARTZMAN, S., BOMENY, H. M. B., COSTA, V. M. R. Tempos de Capanema. Rio de Janeiro: FGV: Paz e Terra, 2000.

 

Fonte:

Lei nº 452/1937  

       

 

 

A Universidade e os anos 1920

 

Imagem 4 A Decreto 14.343 de 7 de setembro de 1920

 

 

A Universidade e os anos 1920

 

Andréa Cristina de Barros Queiroz*

 

A centenária Universidade Federal do Rio de Janeiro tem a sua origem relacionada aos cursos profissionais existentes na Escola Politécnica, na Faculdade de Medicina e na Faculdade Nacional de Direito do século XIX. Foram esses três cursos superiores que deram origem à Universidade do Rio de Janeiro (URJ), criada pelo Decreto nº 14.343, de 07 de setembro de 1920, durante o governo de Epitácio Pessoa (1912-1922).

 

A criação da URJ interage diretamente com o contexto brasileiro da década de 1920, quando uma série de movimentos sociais, culturais e políticos contribuíram para modificar a arte, a educação, as ciências produzidas no país. Em 1922, a Semana de Arte Moderna promovida em São Paulo rompeu com os cânones do academicismo das artes plásticas, da literatura e da música produzidas no Brasil. No mesmo ano, foi criada a Academia Brasileira de Ciências (ABC), que descende da Sociedade Brasileira de Ciência, de 1916. Em 1924, foi instituída a Associação Brasileira de Educação (ABE). Para Fávero (2010, p.37), “apesar de todos os problemas e incongruências existentes em torno da criação dessa instituição, a criação da Universidade do Rio de Janeiro teve o mérito de reavivar e intensificar o debate em torno do problema universitário no país, desencadeado nos anos 1920, graças, sobretudo, à Associação Brasileira de Educação e à Academia Brasileira de Ciências”.

 

Entretanto, a URJ só se apresentava como Universidade apenas na denominação, já que na prática as suas escolas encontravam-se dispersas espacialmente e funcionavam independentes uma das outras, não estabelecendo sequer relações orgânicas. Não existia um sentimento de pertencimento, de identidade, nem de unidade. Esta fragmentação se perdurou como um grande paradigma ao longo da trajetória da instituição, já que durante muito tempo as suas unidades e os seus acervos permaneceram dispersos, sem uma integração acadêmica.

 

O seu primeiro Reitor o professor, médico e filólogo Benjamin Franklin Ramiz Galvão (1920-1925) se mostrou bastante crítico à fragmentação, à ausência de uma produção científica e à falta de relação orgânica entre os três cursos fundadores da URJ, como pode ser observado neste trecho do relatório encaminhado ao Ministro de Estado e Negócios da Justiça, Joaquim Ferreira Chaves, em 1921:

“Cumpre-me oferecer à atenção do governo o relatório do que de mais importante ocorreu na Universidade do Rio de Janeiro, durante o ano de 1921, que acaba de findar. Ele será, forçosamente, sucinto, já porque a Universidade, criada pelo decreto n. 14.343, de 7 de setembro de 1920, e regulada pelo regimento constante do decreto n. 14. 572, de 23 de dezembro do mesmo ano, está, apenas, em início de funções, já porque as condições em que ela se instituiu forçaram a mesma Universidade a permanecer dentro dos moldes estabelecidos pelo decreto n. 11.530, de 18 de março de 1915, que é, por enquanto, lei vigente. Não errarei afirmando, pois, que a Universidade do Rio de Janeiro está, apenas, criada in nomine, e por esta circunstância, se acha, ainda, longe de satisfazer o desideratum do seu Regimento: estimular a cultura das ciências, estreitar, entre os professores, os laços de solidariedade intelectual e moral, e aperfeiçoar os métodos de ensino”. (GALVÃO, Benjamin Franklin Ramiz. Relatório do Reitor da Universidade do Rio de Janeiro encaminhado ao Ministro da Justiça e Negócios Interiores. Rio de Janeiro: URJ, 1921 Apud FAVÉRO, 2010, p.35).

 

Em 23 de dezembro de 1920, foi aprovado o primeiro Regimento da URJ, em que seu primeiro artigo já priorizava o estímulo à cultura das ciências e o estreitamento dos laços de solidariedade intelectual, moral e o aperfeiçoamento dos métodos de ensino entre os professores. O Regimento se orientou também pela Reforma Carlos Maximiliano de 1915 (citada no texto anterior sobre a origem da Universidade), que reforça a ideia da criação da Universidade com a citada Reforma.

 

Com a Reforma João Luís Alves, pelo Decreto nº 16.782-A, de 13 de janeiro de 1925, a Universidade deveria incorporar a Faculdade de Farmácia e a de Odontologia, mas este dispositivo manteve as diretrizes referente ao decreto de criação da URJ de 1920. Cabe destacar que apesar do decreto dispor a respeito da incorporação da Faculdade de Farmácia, apenas em 1932, que a mesma passou a existir de forma independente da Faculdade de Medicina. Já a Faculdade de Odontologia só foi organizada de forma independente em 1933.

 

Portanto, contextualizar a década de 1920 diante do cenário do Ensino Superior no Brasil é entender também sobre o debate em torno da concepção de universidade que se pretendia criar, sobre as funções que deveriam caber a cada universidade que seriam criadas a partir dessa primeira experiência, discussões sobre a autonomia universitária e o modelo de universidade, e por fim se elas deveriam se organizar de acordo com as particularidades de cada região do país ou deveriam ser normatizadas sobre um padrão centralizador.

 

*Historiadora da UFRJ; Doutora em História Social (UFRJ); e Diretora da Divisão de Memória Institucional/SIBI/UFRJ.

 

Como citar este artigo:

QUEIROZ, Andréa Cristina de Barros. A Universidade e os anos 1920. Rio de Janeiro: UFRJ/SiBI/DMI, 2020. Projeto UFRJ em décadas. Disponível em: endereço eletrônico do documento. Acesso em: data da pesquisa.

 

Referências:

FÁVERO, Maria de Lourdes. Universidade do Brasil: das origens à construção. 2ª ed. Rio de Janeiro: UFRJ, 2010.

 

Fontes:

Decreto n. 14.343 de 07 de setembro de 1920 que institui a Universidade do Rio de Janeiro.

Jornal do Brasil. Foi assignado o decreto creando a Universidade do Rio de Janeiro, 8 de setembro de 1920, p.6.

 

Jornal do Brasil. 8 de setembro de 1920. Pág. 6

100 Anos da UFRJ

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X Seminário Memória, Documentação e Pesquisa: O legado da UFRJ em cem anos de História

Cartaz web

  

X Seminário Memória, Documentação e Pesquisa:

O legado da UFRJ em cem anos de História

04 e 05 de Setembro de 2019

UFRJ – Praia Vermelha – Auditório Pedro Calmon  

  

Este evento é organizado pela Divisão de Memória Institucional (DMI) do Sistema de Bibliotecas e Informação (SIBI) da Universidade Federal do Rio de Janeiro que desenvolve atividades permanentes de pesquisa, com o objetivo de viabilizar mecanismos para o diagnóstico, a identificação, a assessoria técnica, a preservação e a disseminação de acervos documentais escritos, iconográficos, cartográficos, artísticos e orais, como também o patrimônio arquitetônico, raro e histórico que representem a história e a memória da UFRJ. 

Com a intenção de divulgar as pesquisas desenvolvidas pela DMI/SIBI realizamos anualmente a série de Seminários Memória, Documentação e Pesquisa. A décima edição desse ano contemplará a temática sobre a efeméride do centenário da Universidade e a trajetória do seu legado científico, tecnológico, cultural, político e artístico na história do Brasil Republicano. Devemos ressaltar que as comemorações iniciadas com os trabalhos que serão apresentados neste décimo Seminário encerrar-se-ão, em 2020, na inauguração da Exposição “UFRJ 100 Anos” com o acervo memorialístico e histórico da Universidade.

 

Cada apresentador de trabalho poderá somente se inscrever em apenas um eixo temático, e devem ser realizadas de acordo com os seguintes eixos temáticos:

(1) História e Memória Institucional

(2) Acervos e Patrimônio

(3) Trajetórias e Biografias

(4) Universidade, Sociedade e Cidadania

 

Informações: http://localhost/memorias

E-mail de contato: http://localhost/memorias

 

Clique aqui para acessar o formulário de inscrição de ouvintes.

 

PROGRAMAÇÃO

Dia 04 de Setembro de 2019

8h30 – Credenciamento

9h30 – Solenidade de Abertura do Seminário

Reitora da UFRJ – Denise Pires de Carvalho 

Coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura – Tatiana Marins Roque                                                                                                                                                                                            Coordenadora do Sistema de Bibliotecas e Informação – Paula Maria A. Cotta de Mello

Diretora da Divisão de Memória Institucional – Andréa Cristina de Barros Queiroz

10h – Conferência 1: Memória e comemoração: o legado da UFRJ – Marieta de Moraes Ferreira (UFRJ / FGV)

12h – Almoço

13h – Diálogos 1: A UFRJ em tempos autoritários (1964-1985) – Andréa Cristina de Barros Queiroz (UFRJ)

14h – Mesa-redonda 1: História e Memória Institucional

O passado que não passa: lugares de memória da Ditadura Militar na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Rafaela Domingues Pereira

Ocupação da reitoria da UFRJ: cinema, memória política e criatividade – Felipe Teixeira Bueno Caixeta

Arquivo do Instituto de Educação Superior Presidente Kennedy: uma memória escolar do Rio Grande do Norte – Mariza Silva de Arapujo

16h – Mesa-redonda 2: Acervos e Patrimônio 

O arquivo de Gilberto Velho: memória, institucionalidade e o legado da Antropologia brasileira – Anna Beatriz Oliveira Menezes Costa 

Biblioteca Jorge de Abreu Coutinho: um olhar histórico para a Química no Brasil – Heloisa Helena Costa 

O uso do telescópio T. Cooke & Sons nas atividades de ensino e pesquisa do Observatório do Valongo – Maria Alice Ciocca de Oliveira e Rundsthen Vasques de Nader 

Preservar é Preciso: a criação do Grupo de Trabalho de Acervos Culturais do Centro de Ciências da Saúde – Elizabeth Accioly, Aurea Ferreira Chagas, Diana Maul de Carvalho, Erica Negreiros, Ludmila Ribeiro, Maria Angélica de Almeida Peres, Patrícia Danza Greco, Patrícia de Andrade Risso.

 

Dia 05 de Setembro de 2019

9h30 – Lançamento do livro digital organizado pela DMI/SIBI: A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte

10h – Conferência 2: A política de memoria institucional da Fiocruz: o fortalecimento da cultura democrática – José do Nascimento Junior (Fiocruz)

12h – Almoço

13h – Diálogos 2: A Vitrine da Memória de uma coleção especial – Camila Teixeira (UFRJ)

14h – Mesa-redonda 3: Trajetórias e Biografias

Entre utopia e realidade: A Professora Marylka Mendes e sua atuação na área da conservação-restauração na Escola de Belas Artes da UFRJ – Ana Paula Corrêa de Carvalho

Horácio Macedo: linha do tempo e as marcas discursivas nos recortes da memória – Margareth Monteiro Gadelha

Entre papeis e memórias: reconstruindo a trajetória acadêmica de Yvonne Maggie – Juliana Maia Mendes

16h – Mesa-redonda 4: Universidade, Sociedade e Cidadania

Compartilhando saberes entre a educação não formal e a educação formal:

Interações entre o Museu e a Escola – Gabriella da Silva Mendes

A segunda Cinelândia carioca: uma análise sobre o fim dos cinemas da Praça Saens pena entre 1970 e 1999 e seu impacto para a vida social dos tijucanos – Danielle Lima Rodrigues

Breves comentários a “Instintos e Instituições”: “Delírio” da “parte maldita” da “TRANSLGBTFOBIA”? – Vanessa Santos do Canto

 

PUBLICAÇÃO

Orientações para Apresentadores deTrabalho e Autores

1) Os apresentadores de comunicação oral deverão se inscrever até 20 de Agosto de 2019;

2) Os apresentadores de comunicação oral deverão submeter, no ato da inscrição, 1 (um) resumo do trabalho e até 60 (sessenta) dias após a realização do Seminário o texto completo;

3) Cada apresentador/a só poderá submeter 1 (um)  resumo e 1 (um) texto completo;

4) Os resumos e os textos completos serão submetidos à Comissão de Avaliadores Ad hoc e deverão atender aos seguintes critérios:

          A)   Relevância das propostas com a temática do Seminário;

          B)   Clareza na exposição das ideias e construção dos argumentos;

          C)  Coesão textual e conclusão;

          D)  Apresentação de todas as referências citadas no texto.

5)  A inscrição de trabalho de comunicação oral poderá ser de um/a autor/a ou de coautores, desde que devidamente cadastrados na página eletrônica do Seminário;

6)  Não será permitida a inclusão ou exclusão de coautores após o prazo final da submissão do resumos e textos.

7)  Não serão aceitas as submissões de mais de um resumo. A Comissão Organizadora irá considerar apenas a data da primeira submissão;

8)  O conteúdo dos resumos e dos textos é de inteira responsabilidade dos autores.

Normas de formatação dos textos completos

Os textos completos dos trabalhos apresentados deverão seguir a formatação descrita abaixo. Não serão aceitos e consequentemente não serão publicados os textos que não estiverem de acordo com esta formatação.

Formatação Geral

Fonte Times, corpo 12, espaçamento simples e margem justificada. No mínimo 15 e no máximo 20 laudas contando com as referências bibliográficas.

O título em letra maiúscula e em negrito. Não utilizar sublinhado e utilizar itálico apenas para grafias estrangeiras.

Na linha abaixo do título, inserir o/a autor/a ou os/as autores/as. A identificação da autoria deve ser colocada no rodapé no final da página, com dados acadêmicos e institucionais e e-mail.

As citações diretas no texto deverão ter no máximo 3 (três) linhas e ser antecedidas e finalizadas com aspas e apresentarem a referência bibliográfica da citação entre parêntesis no corpo do texto, por exemplo (QUEIROZ, 2017, p.7).

As citações maiores que 3 (três) linhas deverão ser apresentadas em texto recuado com parágrafo de 4 (quatro) cm e apresentarem a referência bibliográfica da citação entre parêntesis no corpo do texto, por exemplo (QUEIROZ, 2017, p.7).

As notas deverão ser apresentadas no rodapé da página e devem estar formatadas em Times; corpo 10.

A função das notas deve atender às explicações que se façam necessárias para à compreensão maior do texto, assumindo, contudo, uma relevância de segundo plano.

As referências bibliográficas devem ser apresentadas no final do texto, seguindo as Normas da ABNT.

Poderão ser incluídas imagens, gráficos, quadros e/ou tabelas no texto. Em quantidade de no máximo de 6 (seis). Elas devem estar localizadas exatamente na ordem definida pelo autor. Toda figura deverá ser identificada, logo abaixo, com uma legenda em corpo 10; numerada e em sequência – Figura 1, Figura 2, Figura 3, Figura 4, Figura 5 e Figura 6. Toda legenda de figura deverá identificar a fonte e o lugar de onde foi retirada. As imagens devem apresentar a definição de 300 dpis e no formato máximo de 7 x 5cm.

Exposição UFRJ 1968+50: Histórias, Memórias e Verdade

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Exposição UFRJ 1968+50: Histórias, Memórias e Verdade

 

Esta exposição promoveu reflexões sobre os resultados das pesquisas realizadas no projeto “A UFRJ e a ditadura civil-militar (1964-1985)” coordenado pela diretora da Divisão de Memória Institucional (DMI) do Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ, a historiadora Andréa Cristina de Barros Queiroz, com a participação dos bolsistas de Iniciação Científica PIBIC/UFRJ e PIBIAC/UFRJ da DMI, que em parceria com o Espaço Memória, Arte e Sociedade Jesse Jane Vieira de Souza da Decania do Centro de Filosofia e Ciências Humanas expuseram o acervo iconográfico, audiovisual e impresso referente à essa pesquisa, analisando os impactos da repressão e o autoritarismo dos governos militares na comunidade universitária da UFRJ.

 

Os acervos apresentados nesta exposição fazem parte dos lugares de memória da UFRJ, como o Programa de Estudos e Documentação Educação e Sociedade (PROEDES) e a Biblioteca Pedro Calmon; e do Arquivo Nacional. Também foi apresentado um vídeo com fragmentos das entrevistas que os ex-reitores da UFRJ concederam ao projeto “Memória Oral dos Reitores“, também realizado pela DMI/SIBI.

 

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A inauguração aconteceu no dia 20 de março de 2019, quarta-feira, às 10h, no Auditório Professor Manoel Maurício de Albuquerque, localizado no andar térreo do prédio da Decania do CFCH, no campus universitário da Praia Vermelha (Avenida Pasteur, 205, fundos, Urca).

 

Como forma de refletir sobre a relação entre o corpo social da Universidade, seu cotidiano, a produção de pesquisas e a ditadura civil-militar, ao longo do primeiro semestre de 2019 foram realizados debates intitulados “Quartas de Verdade”, no Auditório Professor Manoel Maurício de Albuquerque com pesquisadores convidados da Universidade e de outras instituições. Além da exibição de filmes sobre o contexto da ditadura seguidos de debates.

Mais informações: http://www.cfch.ufrj.br/index.php/27-noticias/1112-a-universidade-cumpre-o-seu-papel

 

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Boletim Vitrine da Memória 

Atrelada às atividades de curadoria da Exposição UFRJ 1968+50: Histórias, Memórias e Verdade, a Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da UFRJ divulgou em seu Boletim Vitrine da Memória: ” A censura na COLTED”: o recorte apresentado abrangia a censura aos livros no Brasil, no período de 1960 a 1970. Neste contexto, foram destacados os livros selecionados pela Comissão do Livro Técnico e do Livro Didático (COLTED) que também foram objetos de restrição. Os livros escolhidos para este Boletim eram da antiga Biblioteca do CBPE.

 

Educação Patrimonial 

Outra atividade desenvolvida pela DMI durante a exposição foi a educação patrimonial com relação ao acervo exposto e aos lugares de memória da UFRJ, tanto com a comunidade acadêmica, quanto com visitantes de fora da instituição. Além do trabalho de monitoria da exposição realizado pelos bolsistas PIBIAC, também houve visitas guiadas à exposição com escolas da rede básica da cidade do Rio de Janeiro. E por fim, as fotos mostram o trabalho de educação patrimonial com as equipes de trabalhadores terceirizados do setor de limpeza do campus da Praia Vermelha.

 

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VIII Seminário Memória, Documentação e Pesquisa: A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte

  

 12 e 13 de Setembro de 2017

 

Logo Memória 10 anos com SiBI e subtitulo

 

Este evento é organizado pela Divisão de Memória Institucional do Sistema de Bibliotecas e Informação (SIBI) da Universidade Federal do Rio de Janeiro que desenvolve atividades permanentes de pesquisa, com o objetivo de viabilizar mecanismos para o diagnóstico, a identificação, a assessoria técnica e a difusão de acervos documentais escritos, iconográficos, cartográficos, arquitetônicos, artísticos e orais que representem a história e a memória da UFRJ. Concomitante às pesquisas realizamos anualmente a série de Seminários Memória, Documentação e Pesquisa. A oitava edição desse ano contemplará a temática: A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte. Este ano comemoraremos também dez anos da edição do primeiro Seminário que teve como temática: A UFRJ e os múltiplos olhares sobre si mesma.

 

Programação do VIII Seminário

 

Eixos Temáticos:

Apresentação Oral 1: Patrimônio Material e Universidade

Os trabalhos selecionados para este eixo deverão dialogar com a temática do evento deste ano: “A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte”, e relacionar o debate especificamente com a relação ao Patrimônio Material e à Universidade. Entendemos em seu conjunto de bens culturais que pertencem ao patrimônio material universitário: os lugares de memória; o patrimônio histórico edificado; as coleções especiais; os acervos históricos etnográficos, cartográficos, bibliográficos; iconográficos e artísticos; o acervo administrativo e as Atas Universitárias; Boletins; o acervo de Memória Oral; objetos e artefatos que constituem a vida universitária.

Apresentação Oral 2: Patrimônio Imaterial e Universidade

Os trabalhos selecionados para este eixo deverão dialogar com a temática do evento deste ano: “A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte”, e relacionar o debate especificamente com  relação ao Patrimônio Imaterial e à Universidade. Entendemos como patrimônio imaterial universitário os saberes e os fazeres do cotidiano da vida universitária, ou ainda, a representação dos indivíduos ou grupo de indivíduos que se reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.

Apresentação Oral 3: História e Memória Institucional

Os trabalhos selecionados para este eixo deverão dialogar com a temática do evento deste ano: “A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte”, e relacionar o debate especificamente com a relação à História e à Memória Institucional.

 

Áudios do Seminário:

Dia 12/09/17:

Mesa de Abertura
Conferência de Abertura

Mesa-redonda 1: Patrimônio e Universidade
Mesa-redonda 2: Patrimônio e Universidae

Dia 13/09/17:

Conferência de Abertura

Mesa-redonda 1: História e Memória Institucaional
Mesa-redonda 2: Repositórios Institucionais e Memória  

 

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Acervo Aloisio Teixeira

 

20 de julho a 04 de setembro

 

Ao longo de oito anos como reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Aloisio Teixeira recebeu inúmeras homenagens, honrarias, distinções e agradecimentos e lembranças de alunos, amigos, instituições e entidades do Brasil e também do exterior. Em vida, deixou todo este acervo para a UFRJ, aos cuidados do Sistema de Bibliotecas e Informação – SiBI. Em 2017, aos cinco anos de seu falecimento, o SiBI faz sua homenagem à Aloisio Teixeira através da exposição deste acervo que representam seus oito anos de reitoria, uma admirável e inesquecível passagem pela vida institucional de todos nós da UFRJ. Os itens que compõem seu acervo reitoral estão catalogados na Base Minerva. A exposição, localizada no interior da biblioteca Pedro Calmon, apresenta parte deste acervo: placas e medalhas comemorativas, prêmios, troféus, além da beca e as samarras: a vermelha, referente ao curso de economia; e a branca, de uso exclusivo do reitor, pois representa todas as áreas do conhecimento.

 

 Paula Maria Abrantes Cotta de Mello

paulamellosibi.ufrj.br

Coordenadora do SiBI/UFRJ

 

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Divisão de Memória Institucional da UFRJ

 

A memória tem a função de produção ou percepção de sentimentos de pertencimento a passados comuns, o que, por sua vez, constitui-se em um aspecto imprescindível ao estabelecimento de identidades calcadas em experiências compartilhadas, não somente no campo histórico ou material, como também e, sobretudo, no campo simbólico.

Maurice Halbwachs*

 

A Divisão de Memória Institucional é coordenada pelo Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ. Possui uma equipe interdisciplinar abrangendo diversas áreas do conhecimento como: História; Museologia; Biblioteconomia; Arquivologia; Ciências Sociais; Comunicação Social; entre outras, que por meio de atividades permanentes de pesquisa procura viabilizar mecanismos para o diagnóstico, a identificação, a assessoria técnica e a difusão de acervos documentais escritos, iconográficos, cartográficos, arquitetônicos, artísticos, culturais e orais dos diversos lugares de memória da instituição que representem a história e a memória da UFRJ.

 

 *HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Centauro, 2006.

 

 

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Sistema de Bibliotecas e Informação

Divisão de Memória Institucional

http://localhost/memorias

DMI SIBI UFRJ

 

VIII Seminário Memória, Documentação e Pesquisa: A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte

 

Logo Memória 10 anos com SiBI e subtitulo

 

VIII Seminário Memória, Documentação e Pesquisa:

A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte.

12 e 13 de Setembro de 2017

UFRJ – Praia Vermelha – Auditório Pedro Calmon

 

Este evento é organizado pela Divisão de Memória Institucional do Sistema de Bibliotecas e Informação (SIBI) da Universidade Federal do Rio de Janeiro que desenvolve atividades permanentes de pesquisa, com o objetivo de viabilizar mecanismos para o diagnóstico, a identificação, a assessoria técnica e a difusão de acervos documentais escritos, iconográficos, cartográficos, arquitetônicos, artísticos e orais que representem a história e a memória da UFRJ. Concomitante às pesquisas realizamos anualmente a série de Seminários Memória, Documentação e Pesquisa. A oitava edição desse ano contemplará a temática: A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte. Este ano comemoraremos também dez anos da edição do primeiro Seminário que teve como temática: A UFRJ e os múltiplos olhares sobre si mesma.

 

INSCRIÇÕES

Inscrições para ouvintes apenas no local do evento
As incrições para apresentação de trabalho estão encerradas. 
 

PROGRAMAÇÃO

 

Dia 12 de Setembro de 2017

8h30 – Credenciamento

9h – Abertura do Seminário

Roberto Leher – Reitor da UFRJ
Carlos Bernardo Vainer – Coordenador do FCC
Paula Maria Abrantes Cotta de Mello – Coordenadora do SIBI
Andréa Cristina de Barros Queiroz – Diretora da Divisão de Memória Institucional/SIBI

9h30 – Conferência de Abertura

Antônio José Barbosa de Oliveira (CBG/UFRJ)

12h – Almoço

13h00 – Mesa-redonda 1: Patrimônio e Universidade

1. Guarda, catalogação, ensino  e extensão  por meio da  utilização do  patrimônio material presente no Espaço Memorial Carlos Chagas Filho  (IBCCF – UFRJ) – Karina Siciliano Oliva Saraiva e Érika Michelle Avelino Negreiros Gonçalves

2. Patrimônio bibliográfico de C&T em Universidades: proposta para formação das coleções especiais da Biblioteca Paulo Geyer – Ingrid Lopes de Souza, Coautores: Fabiano Cataldo de Azevedo, Maria Lucia de Niemeyer Matheus Loureiro

3. Patrimônio do ensino da Astronomia no Brasil: instrumentos científicos do Observatório do Valongo – Maria Alice Ciocca de Oliveira

14h00 – Debate

14h40 – Mesa-redonda 2: Patrimônio e Universidade

1. O Sistema Universitário de Apoio Teatral – José Henrique Ferreira Barbosa Moreira

2. O Prédio do Largo de São Francisco de Paula da UFRJ: uma invenção da tradição latina nos trópicos – Regina Maria da Cunha Bustamante

3. O imaterial nas exposições de Etnologia Indígena do Museu Nacional/UFRJ – Moana Campos Soto

15h40 – Debate

 

Dia 13 de Setembro de 2017

9h30 – Conferência de Encerramento

Vera Lúcia Dodebei (UNIRIO)

12h – Almoço

13h00 – Mesa-redonda 2: História e Memória Institucional

1. A trajetória da Escola Nacional de Química à Escola de Química da UFRJ – Nadja Paraense dos Santos

2. Reflexões sobre a historicidade da Casa da Ciência da UFRJ no cenário da divulgação científica brasileira – Luciane Correia Simões

3. Programa de Formação em Preservação Patrimonial para secundaristas: O Laboratório Central de Conservação e Restauração/LCCR do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro na capacitação de jovens – Márcia Valéria de Souza

14h10 – Debate

14h40 – Mesa-redonda 2: Repositórios Institucionais e Memória

1. Acervos Científicos Digitais: competências e habilidades profissionais para a preservação digital em Repositórios Institucionais – Marcelle Lopes de Souza; Coautores: Adriana Cox Hollós, Fabiano Cataldo de Azevedo

2. Memórias em movimento: um balanço da experiência do Programa de Memória de Movimentos Sociais (Memov) – José Sergio Leite Lopes/ Coautores: Antônio Carriço e Luciana Lombardo. 

3. O Pantheon da UFRJ – Samantha Eunice Pontes

15h30 – Debate

 

Eixos Temáticos:

Apresentação Oral 1: Patrimônio Material e Universidade

Os trabalhos selecionados para este eixo deverão dialogar com a temática do evento deste ano: “A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte”, e relacionar o debate especificamente com a relação ao Patrimônio Material e à Universidade. Entendemos em seu conjunto de bens culturais que pertencem ao patrimônio material universitário: os lugares de memória; o patrimônio histórico edificado; as coleções especiais; os acervos históricos etnográficos, cartográficos, bibliográficos; iconográficos e artísticos; o acervo administrativo e as Atas Universitárias; Boletins; o acervo de Memória Oral; objetos e artefatos que constituem a vida universitária.

Apresentação Oral 2: Patrimônio Imaterial e Universidade

Os trabalhos selecionados para este eixo deverão dialogar com a temática do evento deste ano: “A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte”, e relacionar o debate especificamente com  relação ao Patrimônio Imaterial e à Universidade. Entendemos como patrimônio imaterial universitário os saberes e os fazeres do cotidiano da vida universitária, ou ainda, a representação dos indivíduos ou grupo de indivíduos que se reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.

Apresentação Oral 3: História e Memória Institucional

Os trabalhos selecionados para este eixo deverão dialogar com a temática do evento deste ano: “A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte”, e relacionar o debate especificamente com a relação à História e à Memória Institucional.

Apresentação Oral 4: Repositórios Institucionais e Memória

Os trabalhos selecionados para este eixo deverão dialogar com a temática do evento deste ano: “A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte”, e relacionar o debate especificamente entre os Repositórios Institucionais e a Memória.

Orientações para apresentadores de trabalho:

1)     Os apresentadores de comunicação oral deverão se inscrever de 24 de julho a 18 de Agosto de 2017;

2)     Os apresentadores de comunicação oral deverão submeter, no ato da inscrição, apenas 1 (um) resumo do trabalho escolhendo 1 (um) único Eixo Temático; 

3)    Os apresentadores que tiveram os trabalhos aceitos deverão ​enviar ​o​ texto completo para o e-mail​:​ memoriaarrobasibi.ufrj.br até ​o dia 13 de outubro de 2017​ para a publicação nos Anais do evento.

4)     Os resumos e os textos completos serão submetidos à Comissão de Avaliadores Ad hoc e deverão atender aos seguintes critérios:

a)Relevância das propostas com a temática do Seminário;

b)Pertinência com o eixo temático escolhido;

c)Clareza na exposição das ideias e construção dos argumentos;

d)Coesão textual e conclusão;

e)Apresentação de todas as referências citadas no texto.

5)      A inscrição de trabalho de comunicação oral poderá ser de um/a autor/a ou de coautores, desde que preencham devidamente o formulário que se encontra na página eletrônica do Seminário e envie automaticamente para o e-mail memóriaarrobasibi.ufrj.br;

6)      Não será permitida a inclusão ou exclusão de coautores após o prazo final da submissão do resumos e textos.

7)      Não serão aceitas as submissões de resumos em mais de um Eixo Temático. A Comissão Organizadora irá considerar apenas a data da primeira submissão;

8)      O conteúdo dos resumos e dos textos é de inteira responsabilidade dos autores.

 

Sobre a publicação dos textos completos

Os Autores que submetem seus textos para este evento concordam com os seguintes termos:
a) Autores mantém os direitos autorais sobre o trabalho, permitindo ao Seminário colocá-lo sob uma licença Licença Creative Commons Attribution, que permite livremente a outros acessar, usar e compartilhar o trabalho com o crédito de autoria e apresentação inicial nesta conferência.

b) Autores podem abrir mão dos termos da licença CC e definir contratos adicionais para a distribuição não-exclusiva e subsequente publicação deste trabalho (ex.: publicar uma versão atualizada em um periódico, disponibilizar em repositório institucional, ou publicá-lo em livro), com o crédito de autoria e apresentação inicial neste Seminário.

c) Além disso, autores são incentivados a publicar e compartilhar seus trabalhos online (ex.: em repositório institucional ou em sua página pessoal) a qualquer momento antes e depois do Seminário.

Normas de formatação dos textos completos

1) Fonte Times, corpo 12, espaçamento simples e margem justificada. No mínimo 15 e no máximo 20 laudas contando com as referências bibliográficas;

2) O título em letra maiúscula e em negrito. Não utilizar sublinhado e utilizar itálico apenas para grafias estrangeiras;

3) Na linha abaixo do título, inserir o/a autor/a ou os/as autores/as. A identificação da autoria deve ser colocada no rodapé no final da página, com dados acadêmicos e institucionais e e-mail;

4) As citações diretas no texto deverão ter no máximo 3 (três) linhas e ser antecedidas e finalizadas com aspas e apresentarem a referência bibliográfica da citação entre parêntesis no corpo do texto, por exemplo (QUEIROZ, 2017, p.7);

5) As citações maiores que 3 (três) linhas deverão ser apresentadas em texto recuado com parágrafo de 4 (quatro) cm e apresentarem a referência bibliográfica da citação entre parêntesis no corpo do texto, por exemplo (QUEIROZ, 2017, p.7);

6) As notas deverão ser apresentadas no rodapé da página e devem estar formatadas em Times; corpo 10;

7) A função das notas deve atender às explicações que se façam necessárias para à compreensão maior do texto, assumindo, contudo, uma relevância de segundo plano;

8) As referências bibliográficas devem ser apresentadas no final do texto, seguindo as Normas da ABNT, dispostas em ordem alfabética por autor;

9) Poderão ser incluídas imagens, gráficos, quadros e/ou tabelas no texto. Em quantidade de no máximo de 6 (seis). Elas devem estar localizadas exatamente na ordem definida pelo autor. Toda figura deverá ser identificada, logo abaixo, com uma legenda em corpo 10; numerada e em sequência – Figura 1, Figura 2, Figura 3, Figura 4, Figura 5 e Figura 6. Toda legenda de figura deverá identificar a fonte e o lugar de onde foi retirada;

10) As imagens devem apresentar a definição de 300 dpis e no formato máximo de 7 x 5cm;

11) As páginas devem ser numeradas (margem superior direita), com exceção da primeira.

 

Comissão Organizadora

Paula Maria Abrantes Cotta de Mello

Andréa Cristina de Barros Queiroz

Maria Angélica Brandão Varella

Moana Campos Soto

 

memoriaarrobasibi.ufrj.br