Em funcionamento a Cidade Universitaria, dentro de 5 anos

 

ENCERRANDO ontem sua visita ao Brasil, o ministro da educação da Espanha visitou, pela manhã, Acompanharam a autoridade espanhola, alem do Sr. Pedro Calmon, Reitor da Universidade do Brasil, autoridades dos Ministérios da Educação e Saúde e da Embaixada de Espanha.

Fácil na palavra, eloqüente, o Sr. Ruiz-Jimenez agradeceu as palavras de saudação e boas vindas antes pronunciadas pelo Sr. Pedro Calmon:

O Brasil surpreendeu-me com uma terra onde todas as coisas são grandiosas. Grande é a baía de guanabara, grande é o desenvolvimento industrial e comercial. Constato, agora, que é também grande o seu esforço pelo engrandecimento das coisas do espírito, percorrendo este centro universitário on de os projetos tiveram intenções super ativas. Recordo-me de um conselho do soberano espanhol Afonso X, o sábio que recomendava deverem os centros de estudos serem localizados em sítios aprazíveis, para que o espírito dos que estudavam, em contacto com as coisas realmente belas da natureza, pudesse encontrar ambiente melhor para pleno aproveitamento de sua atividade. Recomendarei aos arquitetos espanhóis que venham à América do Sul e visitem este Instituto, onde a arquitetura moderna se ergue independente e altiva, a serviço da ciência.

Realmente, o atual desenvolvimento das obras da cidade Universitária ainda não permitia pronunciamento mais amplo, por parte do Sr. Ruiz-Jimenez, Mais do que ele, pôde falar-nos o Professor Martinho da Rocha, sobre as atividades atuais e futuras do Instituto que dirige.

Projetado para, paralelamente aos trabalhos e programas da Universidade do Brasil, poder dar assistência médica diária a 200 crianças, o Instituto de puericultura já está funcionando parcialmente e , de certo modo, já atende a 100 crianças por dia, apenas, talvez, numa quinta parte daquilo que será dentro em breve seu objetivo.

É, ainda o professor Martin da Rocha quem fala :- a criação das cidades universitárias é necessidade decorrente dos imperativos da correlação entre as faculdades. Embora deva ser insulado, para não afastar o estudante do ambeiente do estudo, o centro universitário deve possuir núcleos residenciais onde a vida social e recreativa não sofra interrupções capazes de afetar a personalidade dos estudantes. Com a reunião, aqui, das Faculdades de Medicina, Engenharia, Arquitetura, Direito e das demais, teremos tudo isso aqui, dentro de uns cinco anos. Então estaremos trabalhando dentro de todas as possibilidades desta obra sôbre cuja grandeza já é inútil tecer mais exaltações.

  

Pesquisado e transcrito por

Antonio José Barbosa de Oliveira
Professor do CBG/UFRJ e colaborador da Divisão de Memória
antoniojosearrobafacc.ufrj.br
 
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