Seminário Memória 2018

 

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Fórum de Ciência e Cultura

Sistema de Bibliotecas e Informação

Divisão de Memória Institucional

 IX Seminário Memória, Documentação e Pesquisa:

políticas de preservação, disseminação, processamento técnico e segurança de acervos raros nas instituições públicas

18 e 19 de Setembro de 2018

UFRJ – Auditório do Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE)

Este evento é organizado pela Divisão de Memória Institucional do Sistema de Bibliotecas e Informação (SIBI) da Universidade Federal do Rio de Janeiro que desenvolve atividades permanentes de pesquisa, com o objetivo de viabilizar mecanismos para o diagnóstico, a identificação, a assessoria técnica e a difusão de acervos documentais escritos, iconográficos, cartográficos, arquitetônicos, artísticos e orais que representem a história e a memória da UFRJ. Concomitante às pesquisas realizamos anualmente a série de Seminários Memória, Documentação e Pesquisa. A nona edição desse ano contemplará a temática: políticas de preservação, disseminação, processamento técnico e segurança de acervos raros nas instituições públicas.

Informações: memoria.sibi.ufrj.br

E-mail de contato: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

INSCRIÇÕES

Podem se inscrever no IX Seminário Memória, Documentação e Pesquisa como Apresentadores de Trabalho/Autor (leiam as diretrizes para Apresentadores/Autores) e como Ouvintes. Seguem os formulários de inscrição abaixos:

 

Formulário Apresentador de Trabalho

 

Formulário Ouvinte

 

PROGRAMAÇÃO

Dia 18 de Setembro de 2018

8h30 - Credenciamento

9h – Solenidade de Abertura do Seminário

Reitor da UFRJ - Roberto Leher

Coordenador do Fórum de Ciência e Cultura - Carlos Vainer                                                                                                                                                                                                           

Coordenadora do Sistema de Bibliotecas e Informação - Paula Maria Abrantes Cotta de Mello

Diretora da Divisão de Memória Institucional - Andréa Cristina de Barros Queiroz

9h30 – Conferência 1: A Biblioteca Universitária: patrimônio bibliográfico e preservação. Fabiano Cataldo de Azevedo (UNIRIO)

12h – Almoço

13h – Diálogos 1: Um panorama das Obras Raras da UFRJ. Paula Abrantes Cotta de Mello (UFRJ)

14h – Mesa-redonda 1: Preservação, Conservação e Processamento Técnico de Acervos Raros

Dia 19 de Setembro de 2018

9h30 – Conferência 2: Raridade bibliográfica e preservação documental: conexões teóricas e oblíquas. Andre Vieira de Freitas Araujo (UFRJ)

12h – Almoço

13h – Diálogos 2: Preservar para divulgar: os desafios do bibliotecário de obras raras. Um relato de experiência com o acervo da EBAOR. Rosani Godoy (UFRJ)

14h – Mesa-redonda 2: Preservação e Segurança de Acervos Raros

 

Orientações para Apresentadores deTrabalho e Autores

1) Os apresentadores de comunicação oral deverão se inscrever até 07 de Setembro de 2018;

2) Os apresentadores de comunicação oral deverão submeter, no ato da inscrição, 1 (um) resumo do trabalho e até 60 (sessenta) dias após a realização do Seminário o texto completo;

3) Cada apresentador/a só poderá submeter 1 (um)  resumo e 1 (um) texto completo;

4) Os resumos e os textos completos serão submetidos à Comissão de Avaliadores Ad hoc e deverão atender aos seguintes critérios:

          A)   Relevância das propostas com a temática do Seminário;

          B)   Clareza na exposição das ideias e construção dos argumentos;

          C)  Coesão textual e conclusão;

          D)  Apresentação de todas as referências citadas no texto.

5)  A inscrição de trabalho de comunicação oral poderá ser de um/a autor/a ou de coautores, desde que devidamente cadastrados na página eletrônica do Seminário;

6)  Não será permitida a inclusão ou exclusão de coautores após o prazo final da submissão do resumos e textos.

7)  Não serão aceitas as submissões de mais de um resumo. A Comissão Organizadora irá considerar apenas a data da primeira submissão;

8)  O conteúdo dos resumos e dos textos é de inteira responsabilidade dos autores.

Normas de formatação dos textos completos

Os textos completos dos trabalhos apresentados deverão seguir a formatação descrita abaixo. Não serão aceitos e consequentemente não serão publicados os textos que não estiverem de acordo com esta formatação.

Formatação Geral

Fonte Times, corpo 12, espaçamento simples e margem justificada. No mínimo 15 e no máximo 20 laudas contando com as referências bibliográficas.

O título em letra maiúscula e em negrito. Não utilizar sublinhado e utilizar itálico apenas para grafias estrangeiras.

Na linha abaixo do título, inserir o/a autor/a ou os/as autores/as. A identificação da autoria deve ser colocada no rodapé no final da página, com dados acadêmicos e institucionais e e-mail.

As citações diretas no texto deverão ter no máximo 3 (três) linhas e ser antecedidas e finalizadas com aspas e apresentarem a referência bibliográfica da citação entre parêntesis no corpo do texto, por exemplo (QUEIROZ, 2017, p.7).

As citações maiores que 3 (três) linhas deverão ser apresentadas em texto recuado com parágrafo de 4 (quatro) cm e apresentarem a referência bibliográfica da citação entre parêntesis no corpo do texto, por exemplo (QUEIROZ, 2017, p.7).

As notas deverão ser apresentadas no rodapé da página e devem estar formatadas em Times; corpo 10.

A função das notas deve atender às explicações que se façam necessárias para à compreensão maior do texto, assumindo, contudo, uma relevância de segundo plano.

As referências bibliográficas devem ser apresentadas no final do texto, seguindo as Normas da ABNT.

Poderão ser incluídas imagens, gráficos, quadros e/ou tabelas no texto. Em quantidade de no máximo de 6 (seis). Elas devem estar localizadas exatamente na ordem definida pelo autor. Toda figura deverá ser identificada, logo abaixo, com uma legenda em corpo 10; numerada e em sequência – Figura 1, Figura 2, Figura 3, Figura 4, Figura 5 e Figura 6. Toda legenda de figura deverá identificar a fonte e o lugar de onde foi retirada. As imagens devem apresentar a definição de 300 dpis e no formato máximo de 7 x 5cm.

 
A história da UFRJ é longa e se mistura, em diversos aspectos, à própria história do Rio de Janeiro e do Brasil. A universidade tem um patrimônio arquitetônico variado, com prédios centenários. Em suas atividades acadêmicas e cerimônias de diversas naturezas, sempre recebeu em suas instalações personalidades no campo da política, das artes e das ciências. As imagens a seguir mostram uma pequena parte desta história.
 
 
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Em 7 de setembro de 1920, através do Decreto 14.343, o Governo Federal criou sua primeira universidade: a Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ).

Foi longa a trajetória para a criação de universidades no país: diferentemente de outras áreas coloniais, no Brasil, universidades e cursos superiores eram proibidos por lei e os filhos das elites coloniais se dirigiam às universidades européias, principalmente a de Coimbra, para concluir os estudos em Direito e Medicina.

A Universidade do Rio de Janeiro foi constituída a partir da reunião de três escolas que foram criadas no início do século XIX, após a vinda da Família Real e da Corte Portuguesa para o Brasil: a Escola de Engenharia (criada a partir da Academia Real Militar, em 1810), a Faculdade de Medicina (criada em 1832 nas dependências do Real Hospital Militar, antigo Colégio dos Jesuítas) e a Faculdade de Direito (criada, em 1891, pela fusão das já existentes Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais e a Faculdade Livre de Direito da Capital Federal). Mas esta reunião de estabelecimentos numa Universidade, não implicou na aproximação de relações e trocas de saberes, necessários à existência do “espírito universitário”. A universidade existia apenas na letra da lei.

Em 5 de julho de 1937, a Lei nº 452 reorganizou e transformou a URJ em Universidade do Brasil (UB), incorporando a ela diversas unidades e institutos já existentes, nas áreas de Química, Filosofia, Ciências e Letras, Metalurgia, Música, prevendo ainda a incorporação de institutos colaboradores como o Museu Nacional (que a ela foi anexado) e o Instituto Oswaldo Cruz. Previa também a existência de escolas como Veterinária e Agronomia, que acabaram não se incorporando à universidade. A Universidade do Brasil foi criada com a missão de ser modelar às instituições universitárias existentes e até mesmo às que futuramente fossem criadas. Além disso, nenhum curso superior poderia existir no país se não tivesse, na UB, o seu modelo de correspondência. Para esta universidade deveriam acorrer também os melhores alunos do país, que nela ingressariam mediante critérios rigorosos de seleção. Ou seja, a Universidade do Brasil nasceu marcada pelo gigantismo, pretensões de unanimidade e profundamente elitista. Todas as suas unidades constituintes tinham, antecedendo o nome, o adjetivo “Nacional”, para marcar sua vinculação ao governo federal e às suas políticas de centralização, no contexto do Estado Novo (1937-1945).

A década de 1960 foi marcada por profundas transformações sociais, econômicas e políticas, que levaram a fortes pressões (sobretudo do movimento estudantil) para a reforma do ensino superior no país, já que as Universidades eram criticadas pelo distanciamento em relação às graves questões sociais que marcavam a sociedade brasileira. Em 1965, já no contexto de autoritarismo em que o país vivia, o governo Federal padroniza o nome das instituições universitárias federais e em 20 de agosto é sancionada a Lei nº 4.759, que dispunha em seu artigo primeiro que as Universidades e Escolas Técnicas Federais da União seriam qualificadas de “federais”, tendo a denominação do respectivo Estado. Assim, a UB é reorganizada e transformada em Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua organização se dá a partir da vinculação das unidades e institutos em Centros que ainda hoje lhe estruturam: Centro de Ciências da Saúde (CCS), Centro de Letras e Artes (CLA), Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), Centro de Ciências da Matemática e da Natureza (CCMN), Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) e Centro de Tecnologia (CT).

Percorrer a história da UFRJ, procurando conhecer mais de perto sua trajetória, contradições e processos constitutivos é também ter a oportunidade de uma visita pela própria História do Brasil. Ela viveu, de perto, os principais fatos marcantes de nossa história republicana. Hoje são mais de 35 mil alunos nos seus cursos de graduação, 9 mil alunos de pós-graduação, 3.200 professores e 9.500 servidores técnico-administrativos. Indiscutivelmente, a UFRJ é uma das principais instituições de ensino superior do país, destacando-se pela excelência de seus cursos de graduação e pós-graduação.

 

Antonio José Barbosa de Oliveira
Professor do CBG/UFRJ e colaborador da Divisão de Memória
antoniojosearrobafacc.ufrj.br
 
 
 

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