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VIII Seminário Memória, Documentação e Pesquisa:

A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte.

12 e 13 de Setembro de 2017

UFRJ – Praia Vermelha – Auditório Pedro Calmon

 

Este evento é organizado pela Divisão de Memória Institucional do Sistema de Bibliotecas e Informação (SIBI) da Universidade Federal do Rio de Janeiro que desenvolve atividades permanentes de pesquisa, com o objetivo de viabilizar mecanismos para o diagnóstico, a identificação, a assessoria técnica e a difusão de acervos documentais escritos, iconográficos, cartográficos, arquitetônicos, artísticos e orais que representem a história e a memória da UFRJ. Concomitante às pesquisas realizamos anualmente a série de Seminários Memória, Documentação e Pesquisa. A oitava edição desse ano contemplará a temática: A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte. Este ano comemoraremos também dez anos da edição do primeiro Seminário que teve como temática: A UFRJ e os múltiplos olhares sobre si mesma.

 

INSCRIÇÕES

 

PROGRAMAÇÃO

Dia 12 de Setembro de 2017

8h30 - Credenciamento

9h – Abertura do Seminário

Roberto Leher - Reitor da UFRJ

Carlos Bernardo Vainer - Coordenador do FCC

Paula Maria Abrantes Cotta de Mello - Coordenadora do SIBI

Andréa Cristina de Barros Queiroz - Diretora da Divisão de Memória Institucional/SIBI

9h30 – Conferência de Abertura

Antônio José Barbosa de Oliveira (CBG/UFRJ)

12h - Almoço

13h30 – Apresentação de trabalhos – eixo temático: Patrimônio material e Universidade

14h10 – Debate

14h40 – Apresentação de trabalhos – eixo temático: Patrimônio imaterial e Universidade

15h20 – Debate

 

Dia 13 de Setembro de 2017

9h30 – Conferência de Encerramento

Vera Lúcia Dodebei (UNIRIO)

Samantha Eunice Pontes (UFRJ)

12h - Almoço

13h30 – Apresentação de trabalhos – eixo temático: História e Memória Institucional

14h10 – Debate

14h40 – Apresentação de trabalhos – eixo temático: Repositórios Institucionais e Memória

15h20 – Debate

 

Eixos Temáticos:

Apresentação Oral 1: Patrimônio Material e Universidade

Os trabalhos selecionados para este eixo deverão dialogar com a temática do evento deste ano: "A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte", e relacionar o debate especificamente com a relação ao Patrimônio Material e à Universidade. Entendemos em seu conjunto de bens culturais que pertencem ao patrimônio material universitário: os lugares de memória; o patrimônio histórico edificado; as coleções especiais; os acervos históricos etnográficos, cartográficos, bibliográficos; iconográficos e artísticos; o acervo administrativo e as Atas Universitárias; Boletins; o acervo de Memória Oral; objetos e artefatos que constituem a vida universitária.

Apresentação Oral 2: Patrimônio Imaterial e Universidade

Os trabalhos selecionados para este eixo deverão dialogar com a temática do evento deste ano: "A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte", e relacionar o debate especificamente com  relação ao Patrimônio Imaterial e à Universidade. Entendemos como patrimônio imaterial universitário os saberes e os fazeres do cotidiano da vida universitária, ou ainda, a representação dos indivíduos ou grupo de indivíduos que se reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.

Apresentação Oral 3: História e Memória Institucional

Os trabalhos selecionados para este eixo deverão dialogar com a temática do evento deste ano: "A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte", e relacionar o debate especificamente com a relação à História e à Memória Institucional.

Apresentação Oral 4: Repositórios Institucionais e Memória

Os trabalhos selecionados para este eixo deverão dialogar com a temática do evento deste ano: "A Universidade e a sua diversidade patrimonial: memória, história, cultura e arte", e relacionar o debate especificamente entre os Repositórios Institucionais e a Memória.

Orientações para apresentadores de trabalho:

1)     Os apresentadores de comunicação oral deverão se inscrever de 24 de julho a 18 de Agosto de 2017;

2)     Os apresentadores de comunicação oral deverão submeter, no ato da inscrição, apenas 1 (um) resumo do trabalho escolhendo 1 (um) único Eixo Temático; 

3)    Os apresentadores que tiveram os trabalhos aceitos deverão ​enviar ​o​ texto completo para o e-mail​:​  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. até ​o dia 13 de outubro de 2017​ para a publicação nos Anais do evento.

4)     Os resumos e os textos completos serão submetidos à Comissão de Avaliadores Ad hoc e deverão atender aos seguintes critérios:

a)Relevância das propostas com a temática do Seminário;

b)Pertinência com o eixo temático escolhido;

c)Clareza na exposição das ideias e construção dos argumentos;

d)Coesão textual e conclusão;

e)Apresentação de todas as referências citadas no texto.

5)      A inscrição de trabalho de comunicação oral poderá ser de um/a autor/a ou de coautores, desde que preencham devidamente o formulário que se encontra na página eletrônica do Seminário e envie automaticamente para o e-mailO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.;

6)      Não será permitida a inclusão ou exclusão de coautores após o prazo final da submissão do resumos e textos.

7)      Não serão aceitas as submissões de resumos em mais de um Eixo Temático. A Comissão Organizadora irá considerar apenas a data da primeira submissão;

8)      O conteúdo dos resumos e dos textos é de inteira responsabilidade dos autores.

 

Sobre a publicação dos textos completos

Os Autores que submetem seus textos para este evento concordam com os seguintes termos:
a) Autores mantém os direitos autorais sobre o trabalho, permitindo ao Seminário colocá-lo sob uma licença Licença Creative Commons Attribution, que permite livremente a outros acessar, usar e compartilhar o trabalho com o crédito de autoria e apresentação inicial nesta conferência.

b) Autores podem abrir mão dos termos da licença CC e definir contratos adicionais para a distribuição não-exclusiva e subsequente publicação deste trabalho (ex.: publicar uma versão atualizada em um periódico, disponibilizar em repositório institucional, ou publicá-lo em livro), com o crédito de autoria e apresentação inicial neste Seminário.

c) Além disso, autores são incentivados a publicar e compartilhar seus trabalhos online (ex.: em repositório institucional ou em sua página pessoal) a qualquer momento antes e depois do Seminário.

Normas de formatação dos textos completos

1) Fonte Times, corpo 12, espaçamento simples e margem justificada. No mínimo 15 e no máximo 20 laudas contando com as referências bibliográficas;

2) O título em letra maiúscula e em negrito. Não utilizar sublinhado e utilizar itálico apenas para grafias estrangeiras;

3) Na linha abaixo do título, inserir o/a autor/a ou os/as autores/as. A identificação da autoria deve ser colocada no rodapé no final da página, com dados acadêmicos e institucionais e e-mail;

4) As citações diretas no texto deverão ter no máximo 3 (três) linhas e ser antecedidas e finalizadas com aspas e apresentarem a referência bibliográfica da citação entre parêntesis no corpo do texto, por exemplo (QUEIROZ, 2017, p.7);

5) As citações maiores que 3 (três) linhas deverão ser apresentadas em texto recuado com parágrafo de 4 (quatro) cm e apresentarem a referência bibliográfica da citação entre parêntesis no corpo do texto, por exemplo (QUEIROZ, 2017, p.7);

6) As notas deverão ser apresentadas no rodapé da página e devem estar formatadas em Times; corpo 10;

7) A função das notas deve atender às explicações que se façam necessárias para à compreensão maior do texto, assumindo, contudo, uma relevância de segundo plano;

8) As referências bibliográficas devem ser apresentadas no final do texto, seguindo as Normas da ABNT, dispostas em ordem alfabética por autor;

9) Poderão ser incluídas imagens, gráficos, quadros e/ou tabelas no texto. Em quantidade de no máximo de 6 (seis). Elas devem estar localizadas exatamente na ordem definida pelo autor. Toda figura deverá ser identificada, logo abaixo, com uma legenda em corpo 10; numerada e em sequência – Figura 1, Figura 2, Figura 3, Figura 4, Figura 5 e Figura 6. Toda legenda de figura deverá identificar a fonte e o lugar de onde foi retirada;

10) As imagens devem apresentar a definição de 300 dpis e no formato máximo de 7 x 5cm;

11) As páginas devem ser numeradas (margem superior direita), com exceção da primeira.

 

Comissão Organizadora

Paula Maria Abrantes Cotta de Mello

Andréa Cristina de Barros Queiroz

Maria Angélica Brandão Varella

Moana Campos Soto

 

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A história da UFRJ é longa e se mistura, em diversos aspectos, à própria história do Rio de Janeiro e do Brasil. A universidade tem um patrimônio arquitetônico variado, com prédios centenários. Em suas atividades acadêmicas e cerimônias de diversas naturezas, sempre recebeu em suas instalações personalidades no campo da política, das artes e das ciências. As imagens a seguir mostram uma pequena parte desta história.
 
 
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Em 7 de setembro de 1920, através do Decreto 14.343, o Governo Federal criou sua primeira universidade: a Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ).

Foi longa a trajetória para a criação de universidades no país: diferentemente de outras áreas coloniais, no Brasil, universidades e cursos superiores eram proibidos por lei e os filhos das elites coloniais se dirigiam às universidades européias, principalmente a de Coimbra, para concluir os estudos em Direito e Medicina.

A Universidade do Rio de Janeiro foi constituída a partir da reunião de três escolas que foram criadas no início do século XIX, após a vinda da Família Real e da Corte Portuguesa para o Brasil: a Escola de Engenharia (criada a partir da Academia Real Militar, em 1810), a Faculdade de Medicina (criada em 1832 nas dependências do Real Hospital Militar, antigo Colégio dos Jesuítas) e a Faculdade de Direito (criada, em 1891, pela fusão das já existentes Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais e a Faculdade Livre de Direito da Capital Federal). Mas esta reunião de estabelecimentos numa Universidade, não implicou na aproximação de relações e trocas de saberes, necessários à existência do “espírito universitário”. A universidade existia apenas na letra da lei.

Em 5 de julho de 1937, a Lei nº 452 reorganizou e transformou a URJ em Universidade do Brasil (UB), incorporando a ela diversas unidades e institutos já existentes, nas áreas de Química, Filosofia, Ciências e Letras, Metalurgia, Música, prevendo ainda a incorporação de institutos colaboradores como o Museu Nacional (que a ela foi anexado) e o Instituto Oswaldo Cruz. Previa também a existência de escolas como Veterinária e Agronomia, que acabaram não se incorporando à universidade. A Universidade do Brasil foi criada com a missão de ser modelar às instituições universitárias existentes e até mesmo às que futuramente fossem criadas. Além disso, nenhum curso superior poderia existir no país se não tivesse, na UB, o seu modelo de correspondência. Para esta universidade deveriam acorrer também os melhores alunos do país, que nela ingressariam mediante critérios rigorosos de seleção. Ou seja, a Universidade do Brasil nasceu marcada pelo gigantismo, pretensões de unanimidade e profundamente elitista. Todas as suas unidades constituintes tinham, antecedendo o nome, o adjetivo “Nacional”, para marcar sua vinculação ao governo federal e às suas políticas de centralização, no contexto do Estado Novo (1937-1945).

A década de 1960 foi marcada por profundas transformações sociais, econômicas e políticas, que levaram a fortes pressões (sobretudo do movimento estudantil) para a reforma do ensino superior no país, já que as Universidades eram criticadas pelo distanciamento em relação às graves questões sociais que marcavam a sociedade brasileira. Em 1965, já no contexto de autoritarismo em que o país vivia, o governo Federal padroniza o nome das instituições universitárias federais e em 20 de agosto é sancionada a Lei nº 4.759, que dispunha em seu artigo primeiro que as Universidades e Escolas Técnicas Federais da União seriam qualificadas de “federais”, tendo a denominação do respectivo Estado. Assim, a UB é reorganizada e transformada em Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua organização se dá a partir da vinculação das unidades e institutos em Centros que ainda hoje lhe estruturam: Centro de Ciências da Saúde (CCS), Centro de Letras e Artes (CLA), Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), Centro de Ciências da Matemática e da Natureza (CCMN), Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) e Centro de Tecnologia (CT).

Percorrer a história da UFRJ, procurando conhecer mais de perto sua trajetória, contradições e processos constitutivos é também ter a oportunidade de uma visita pela própria História do Brasil. Ela viveu, de perto, os principais fatos marcantes de nossa história republicana. Hoje são mais de 35 mil alunos nos seus cursos de graduação, 9 mil alunos de pós-graduação, 3.200 professores e 9.500 servidores técnico-administrativos. Indiscutivelmente, a UFRJ é uma das principais instituições de ensino superior do país, destacando-se pela excelência de seus cursos de graduação e pós-graduação.

 

Antonio José Barbosa de Oliveira
Professor do CBG/UFRJ e colaborador da Divisão de Memória
antoniojosearrobafacc.ufrj.br
 
 
 

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 Divisão de Memória Institucional

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